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Internacional
Quarta - 21 de Abril de 2004 às 19:22

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Washington - Os EUA admitiram hoje que poderão necessitar de mais tropas no Iraque para combater a crescente violência rebelde e para isso precisarão de mais dinheiro para financiar a ocupação do país.

O general Richard Myers, chefe do Estado-Maior conjunto americano, disse que prolongar a permanência de 20 mil militares que já estão no Iraque por outros três meses custará cerca de US$ 700 milhões.

Os funcionários de Defesa estudam seu orçamento a fim de determinar se alguns desses custos podem ser transferidos da conta do Pentágono, disse Myers hoje ao comitê dos serviços armados da Câmara de Representantes.

O senador republicano Chuck Hagel, de Nebraska, declarou hoje à tevê NBC que as operações militares dos EUA no Iraque necessitarão uma verba de entre US$ 50 bilhões e US$ 70 bilhões durante o ano. Hagel disse que "é hora de o governo ser sincero" sobre as necessidades financeiras, para que a política de Washington obtenha apoio no Congresso. Ele acrescentou que a reticência do Executivo pode ter como causa as eleições de novembro.

Myers também disse que o general John Abizaid, comandante das forças americanas no Iraque, está considerando o eventual envio de tropas adicionais. "Depende, em parte, da evolução da situação em Faluja", disse Myers. "Caso se necessitem mais tropas, já identificamos que unidades estão disponíveis."

Altos funcionários da Defesa disseram que o Pentágono está criando planos para enviar novas tropas rapidamente ao Iraque caso decida que precisa manter 135 mil ou mais soldados americanos além de julho. Os planos de contingência do Pentágono para o verão e o outono foram parcialmente guiados pela ausência de envio de novas tropas estrangeiras e as inesperadas dificuldades para treinar as forças iraquianas.

Ainda hoje, o general Martin Dempsey, comandante da 1ª Divisão Blindada, em Bagdá, disse à Associated Press que um em cada dez membros das forças de segurança iraquianas "trabalharam contra" as tropas dos EUA durante a recente onda de violência no Iraque. Ele acrescentou que 40% dos policiais deixaram o emprego para causa de intimidação.

Em um novo revés para os EUA, o presidente da República Dominicana, Hipólito Mejía, anunciou hoje a retirada "o mais cedo possível" dos 300 soldados dominicanos que se encontram no Iraque.

A Casa Branca lamentou a decisão de Honduras e República Dominicana de retirar suas tropas em um momento em que "os inimigos da liberdade tentam fazer descarrilar a transição para a soberania". Honduras decidiu retirar seus 369 soldados do Iraque na terça-feira após o novo governo da Espanha anunciar a saída de seus 1.432 militares no domingo.

O primeiro-ministro polonês, Leszek Miller, indicou hoje que o país poderia estar pensando em retirar seus cerca de 9 mil soldados do Iraque. Ele declarou que a Polônia - principal aliado dos EUA - "não pode fechar os olhos" à decisão da Espanha. Miller, que deixará o cargo no dia 2, disse que qualquer decisão será tomada por seu sucessor, Marek Belka. O chanceler Wlodzimierz Cimoszewics insistiu mais tarde que a posição da Polônia não havia mudado.

O senador Hagel também sugeriu que o retorno do alistamento compulsório, abandonado no começo da década de 70, às Forças Armadas para aliviar a pressão sobre as tropas dos EUA espalhadas pelo mundo.

A Casa Branca reagiu dizendo que tal plano não está atualmente em consideração.




Fonte: AE-AP

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