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Educação/Vestibular
Sábado - 03 de Abril de 2004 às 13:16
Por: Neusa Baptista

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Discutir um plano de revitalização para as escolas agrícolas de Mato Grosso para implantar nelas cursos profissionalizantes é o objetivo da reunião que acontece, nesta terça-feira (06.04), entre a equipe do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ceprotec), secretários municipais de Educação dos 19 Municípios onde se encontram as escolas financiadas pelo MEC e diretores dessas unidades. O diretor de Educação Profissional do MEC/Semtec, Getúlio Marques Ferreira, também estará presente na reunião.

A proposição de um plano de revitalização para as escolas agrícolas é fruto de um levantamento proposto pelo MEC a todo o Brasil - “Diagnóstico das Escolas Agrícolas Municipais financiadas com recursos do MEC/FNDE” - e aplicado em Mato Grosso no ano passado, cujo objetivo era levantar a situação das escolas agrícolas financiadas pela entidade.

EXECUÇÃO - A idéia é aproveitar a estrutura das escolas agrícolas para a oferta de cursos técnicos em agropecuária. O levantamento, proposto pelo MEC, tem o objetivo de construir uma base de dados para a elaboração de um projeto de revitalização das escolas. Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) assumiu a execução do trabalho, em parceria com o Cefet-Cuiabá e a Secretaria de Transportes e Infra-estrutura. Outra valiosa contribuição da Secitec foi a reelaboração do questionário enviado pelo MEC, acrescentando itens mais detalhados sobre recursos humanos, infra-estrutura, custos de manutenção e projeto político-pedagógico. O novo modelo de questionário é agora adotado em todo o Brasil.

ESCOLAS - As escolas agrícolas foram construídas nas décadas de 80 e 90 para atender a jovens da área rural, ofertando ensino fundamental com iniciação agrícola. Ao todo, são 150 unidades em todo o Brasil, 19 delas em Mato Grosso. Segundo o levantamento, todas as escolas possuem um Projeto Político-Pedagógico aprovado pelo Conselho Estadual de Educação e homologado pela Seduc.

Em Mato Grosso, oito das 19 escolas financiadas pelo FNDE estão em funcionamento dentro de sua finalidade, quatro funcionam fora da finalidade e sete estão desativadas. Ao todo, as escolas em funcionamento empregam 122 professores – 32% deles são graduados e 16% estão cursando a graduação - e atendem a mais de 1.400 alunos, entre seis e 26 anos, sendo que mais de 80% deles são do próprio Município onde a unidade está situada.

CAPACIDADE – O relatório também mostra como as escolas estão sendo subutilizadas, e que essa capacidade pode ser ocupada. Entre 17 escolas pesquisadas, constatou-se que, se cada uma delas funcionasse com a sua capacidade de atendimento nos dois turnos, seriam atendidos 7.264 alunos externos e 917 alunos internos. Consultadas, as prefeituras de todas as cidades afirmaram que há demanda para os cursos. “Para que investir recursos na construção de novas escolas, se já temos essa estrutura?”, observa o presidente do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ceprotec), Dimorvan Alencar Brescancim, pontuando que mesmo as escolas desativadas têm uma estrutura muito boa. O interesse das próprias escolas em aproveitar melhor o espaço parece ser grande, pois mais de 50% delas têm projetos nesse sentido.

LOCALIZAÇÃO - As escolas estão localizadas nos Municípios de Alta Floresta, Alto Garças, Barão de Melgaço, Barra do Garças, Campo Novo do Parecis, Jaciara, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Matupá, Poconé, Pontes e Lacerda, Porto dos Gaúchos, São José do Povo, São José do Rio Claro, São José dos Quatro Marcos, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Bela da Santíssima Trindade.




Fonte: Redação/Secom-MT

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