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Saúde
Segunda - 27 de Janeiro de 2014 às 07:21

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Filas para garantir uma senha de atendimento, medicamentos que não são encontrados nas unidades de saúde, ausência de médicos de determinadas especialidades e demora para realização de cirurgias. Estes são alguns dos principais problemas encontrados pela população na rede pública de saúde em Mato Grosso. Reflexo desse cenário é a quantidade de ações judiciais exigindo que os serviços, que deveriam e não são disponibilizados na rede, sejam oferecidos com a intervenção da Justiça.

Em 2013, o Estado gastou mais de R$ 200 milhões na área da saúde com demandas judiciais e bloqueios de conta para custear procedimentos médicos, cirurgias ou medicamentos a pacientes. O valor é aproximadamente 15% do orçamento anual. Para especialista, o quadro é o resultado da falta de políticas públicas voltadas à saúde.

Em 2010, a mãe do representante comercial Francisco Campos, 49, foi diagnosticada com câncer de mama e teve o medicamento Xeloda receitado pelo médico como parte do tratamento quimioterápico. Segundo Francisco, o remédio custava cerca de R$ 2,5 mil, valor que a família não poderia pagar. Diante disso, a Justiça foi acionada para que Genoefa Wieczorek, 68, tivesse acesso ao medicamento.

Por meio de decisão da 3a Vara Especializada da Fazenda, de janeiro de 2013, o Estado foi obrigado a fornecer o remédio sem custos a família. Ele conta que a espera pelo medicamento durou cerca de 45 dias após a decisão. Meses depois, Genoefa teve o remédio trocado e novamente, era caro. Mais uma vez, tiveram que recorrer a Justiça. “Até sair uma decisão pagamos o medicamento com o nosso dinheiro mesmo, porque ela não podia esperar. Em novembro, a Justiça determinou o fornecimento, os remédios chegaram, mas vieram trocados. Agora, vamos consultar um médico para ver se ela pode tomar esse, mesmo nao sendo o que foi receitado”.





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