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Educação/Vestibular
Sexta - 14 de Fevereiro de 2014 às 19:34

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Mães de alunos que estudam em escolas municipais de Cuiabá estão na bronca com a falta de estrutura e condições básicas oferecidos pela Educação, no município. Na escola Aristotelino Alves Praeiro, por exemplo, segundo reclamações de uma mãe – que preferiu não se identificar – desde o ano passado nada funciona. Ela conta que ao pedir informações na secretaria, a pessoa responsável trata os pais sem nenhum respeito. “Ela trata a gente igual cachorro, é uma grossa essa secretária. Não sei se tem formação uma pessoa dessa. Essa escola está uma anarquia. Mudaram o horário das aulas e não consultaram a gente”, disse revoltada.

A mãe ainda ressaltou que a escola não tem banheiro adequado para atender as crianças, que chegam sujas em casa. “É direito nosso ter educação com qualidade para nossos filhos. Na TV mostra uma coisa, mas a realidade é outra. Estamos revoltosos com o modo que nos tratam, porque não explicam nada”. Também com problemas parecidos, a escola municipal Quintino Pereira de Freitas, no bairro Terra Nova na Capital, estava sem energia desde a semana passada, além de não contar com infraestrutura apropriada às crianças.

Conforme a servidora pública, Lilian Paiter, mãe de um menino de 5 anos e que estuda na escola, o local não possui parquinho adequado e muitas vezes falta água. Ela explica que a direção da escola foi acionada, no entanto, alegaram que não tinham dinheiro para resolver os problemas. “Precisamos que estes serviços sejam restabelecidos o quanto antes. As crianças vão estudar de manhã, mas no período da tarde têm que voltar pra casa porque não tem energia para ligar os ventiladores. Assim não tem condição”, reclama.

Por meio da assessoria de imprensa, a secretaria municipal de Educação, informou que nesta escola o problema de fiação já foi resolvido e as aulas retornaram ao normal. Quanto à situação da infraestrutura, alegou que será feita uma reforma nas duas escolas, uma vez que a secretaria já cadastrou os projetos no Plano de Ações Articuladas (PAR) e aguarda análise do FNDE. Segundo a Seduc, assim que os recursos forem liberados, as escolas serão reformadas. Ainda reforçou que não são apenas estas unidades que têm problemas. Existe uma lista onde outras escolas solicitam readequações, no entanto, dependem de recursos do governo Federal. 

 Na Aristotelino, a secretaria comunicou que uma equipe foi até a escola para averiguar a informação. Disse que sobre os maus tratos com os pais, a direção foi orientada a ter “fino trato” com os mesmos e com a comunidade, de forma que seja proporcionado atendimento com educação para todos.





Fonte: RD News

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