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Repórter News - reporternews.com.br
Saúde
Segunda - 12 de Maio de 2014 às 23:51

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Brigas frequentes na família, nas relações pessoais e no trabalho não só deixam uma pessoa triste, como também deixa a sensação de irritação e de ansiedade.

Estudiosos dinamarqueses descobriram que homens e mulheres briguentos podem ter de duas a três vezes mais chances de morrer jovem. Eles examinaram 9.875 homens e mulheres, com idade entre 36 e 52 anos, e observaram o impacto que as reações psicológicas ao estresse possuem sobre as taxas de morte prematura.

Os participantes foram questionados sobre a sua relação com amigos, família, filhos e colegas de trabalho e sobre as coisas que os fizeram infelizes. O estudo, liderado por pesquisadores da Universidade de Copenhague, afirma que o estresse pode influenciar na pressão arterial alta e em doenças cardíacas, que são os principais fatores de risco para uma morte precoce.

Observou-se que os indivíduos que, regularmente estão em contextos conturbados e conflituosos nas relações pessoais, tinham cerca de 50 a 100% de probabilidade de morrer por conta disso. Quase 10% dos entrevistados culparam as crianças como causas do estresse e 9% colocaram essa culpa em seus respectivos parceiros. Os participantes que estavam desempregados ou foram demitidos de seus empregos e enfrentaram um trauma emocional, também possuíam altas taxas de morte precoce.

"Quando nos conhecemos há muito tempo, as relações sociais adquirem um aspecto dual, uma vez que podem tanto serem saudáveis como destrutivas”, disse o Dr. Simon Rego, coautor do estudo e diretor de treinamento psicológico no Centro Médico Montefiore, no Albert Einstein College of Medicine, em Nova York. Os resultados provam que os homens são particularmente mais vulneráveis a se exaltarem sob pressão extrema, principalmente a de constituir família.

Os pesquisadores afirmam que isso explica por que mais homens sucumbem a doenças cardíacas e derrames em uma idade jovem. No entanto, o estudo não prova uma relação de causa e efeito necessariamente, e os autores acreditam que outros fatores, como genética, status socioeconômico, meio ambiente e reações psicológicas estão associadas também ao alto risco de morte prematura.

“Tendo em vista estes resultados, parece razoável concluir que a concepção e implementação de intervenções psicológicas, como a terapia cognitivo-comportamental. Isso pode incidir sobre o ensino de habilidades específicas, como a forma de gerir as preocupações e demandas das relações sociais próximas, bem como a gestão de conflitos dentro de casais, famílias, e até mesmo nas comunidades locais. Com isso, todos podem ser estratégias importantes para a redução de mortes prematuras", disse o doutor.





Fonte: Jornal Ciência

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