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Copa 2014
Sexta - 06 de Junho de 2014 às 15:53

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A menos de uma semana de sediar sua primeira partida na Copa do Mundo, a capital mato-grossense tem para oferecer aos visitantes uma estrutura urbana baseada em obras entregues parcialmente e de utilização improvisada.

Sob comando do governo estadual, o pacote de projetos de mobilidade urbana prometido para preparar Cuiabá não foi concluído nem pela metade, reservando a mato-grossenses e turistas um cenário repleto de “gambiarras” ou trechos de obras “maquiadas”.

De acordo com o último balanço da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), apenas 39% das obras prometidas para o evento mundial devem ficar prontas até o dia da primeira partida em Cuiabá, entre Chile e Austrália, na Arena Pantanal.

Aeroporto

No caminho de quem chegar a Cuiabá por avião, o principal terminal aeroportuário de Mato Grosso é o primeiro exemplo de obra conclusa apenas parcialmente. Localizado em Várzea Grande (cidade da região metropolitana da capital), o aeroporto Marechal Rondon ainda passa por obras de ampliação, mas não deverá oferecer ao passageiro sequer uma área de alimentação e serviços mais ampla.

Também não deverão estar em operação parte do embarque internacional e duas das quatro pontes de embarque (fingers) previstas, segundo apontou relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em maio. À época, a Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) preferiu não comentar o relatório.

Logo ao sair do aeroporto, o visitante poderá enxergar um viaduto, as bases de uma estação e o trecho inicial da mais cara obra prometida pelo governo estadual para a Copa do Mundo, o metrô de superfície Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o qual sequer entrará em operação antes de 2015 - conforme já admitiu o governo.

Ao custo de R$ 1,477 bilhão, a obra tinha prazo contratual de entrega para março deste ano, quando deveriam estar instalados e espalhados 22 quilômetros de trilhos pela região metropolitana, num novo sistema de transporte coletivo.

O visitante poderá conferir um esboço dessa promessa ao longo do caminho em algumas das principais artérias da malha urbana, como as avenidas João Ponce de Arruda e da FEB, em Várzea Grande, e as avenidas da Prainha, Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), Fernando Corrêa da Costa e Coronel Escolástico, em Cuiabá.





Fonte: G1

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