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Repórter News - reporternews.com.br
Comportamento
Terça - 24 de Junho de 2014 às 16:28

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Enquanto os problemas de pele e as complicações auditivas são, de um modo geral, quadros mais conhecidos pelos donos de pets, também há uma série de alterações que podem ocorrer na região ocular dos bichinhos de estimação, causando transtornos graves que podem chegar, inclusive, a acabar por completo com a capacidade de enxergar dos animais afetados.

Embora muitos donos nem mesmo conheçam esse tipo de problema, a úlcera nas córneas de cachorros e gatos é uma complicação bastante comum no mundo de quem atua na oftalmologia veterinária e pode ter consequências bastante graves, portanto, ao identificar algum tipo de lesão nos olhos do seu pet, não hesite em levá-lo a um especialista, já que, quanto mais cedo começar o tratamento, mais chances ele terá de ser bem sucedido.

Desencadeada por algum tipo de lesão, que pode ser resultado de uma briga, por exemplo, ou até de uma ação do próprio animal ao coçar o olho, a úlcera de córnea também é comum em animais de raças braquicefálicas (que destacam focinhos achatados e olhos ‘saltados’), como os cães shih tzu, pug e lhasa apso, além dos felinos persa.

A razão para isso é que boa parte dos braquicefálicos são, também, logoftalmos – ou seja, não conseguem fechar completamente as suas pálpebras, deixando os olhos sempre um pouco abertos e, consequentemente, bastante ressecados, aumentando as chances de que ocorra uma lesão no local.

Além das batidas ou arranhões de brigas e das coceiras constantes dos animais, este problema ocular veterinário também pode ser desencadeado por alterações nos cílios ou nas pálpebras do pet, alergias a produtos químicos e infecções por bactérias ou vírus, sendo que tanto a Cinomose como o Herpesvírus podem, respectivamente, atacar cães e gatos e influenciar o aparecimento de um quadro desse tipo.

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Chamada de blefarospasmo pelos profissionais, a dor ocular é o principal sintoma da úlcera de córnea nos animais, sendo que a impossibilidade de abrir um olho lesionado ou o ato de piscar os olhos com alta frequência são bons indicativos disso, assim como a presença de olhos com secreções, lacrimejando demais e vermelhidão na região destacam que algo de errado pode estar acontecendo com seu pet.

Tendo em vista que a córnea é transparente e que as suas lesões são, geralmente, bastante superficiais, é preciso que sejam realizados exames específicos para que se chegue a um diagnóstico concreto, podendo diferenciar a úlcera de outros problemas similares e que, sem o exame, podem acabar confundidos e levando a um tratamento inadequado.

Enquanto casos mais superficiais de úlcera nas córneas são tratados, na maioria das vezes, com combinações de medicamentos como antibióticos e anti-inflamatórios. Casos mais complicados e graves têm solução em procedimentos cirúrgicos, que podem tanto proteger a lesão ocular que gerou o problema como reconstruir parte da superfície das córneas do animal. 





Fonte: Terra

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