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Economia
Quarta - 16 de Julho de 2014 às 14:46

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Os avanços genéticos do rebanho bovino leiteiro nacional e as perspectivas da cadeia produtiva do leite fizeram parte das discussões durante um fórum, realizado na Megaleite, nesta terça-feira, dia 15.

A atividade leiteira só não é realizada em 50 municípios brasileiros. O setor representa 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Por ano, a pecuária leiteira movimenta cerca de R$ 60 bilhões. Para o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, o setor precisa de mais organização

– A atividade dá lucro, mas precisa de mais organização dos produtores. A fraude do leite, especialmente no Rio Grande do Sul, por exemplo, atrapalha todo o trabalho que já é feito – afirma Martins.

Os programas de melhoramento genético das principais raças leiteiras criadas no Brasil têm ajudado a garantir a expansão e a adaptação dos rebanhos.

Entre as raças em destaque na feira está o girolando. No ano passado, a produção leiteira oficial foi de 5,61 mil quilos, em 784 propriedades no país. Cerca de 60% delas estão em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Atualmente, cerca de 80% da produção nacional de leite provém do girolando. Somente este ano, mais de 500 mil doses de sêmen da raça foram vendidas em todo o Brasil.

A produção de leite dessas vacas pode chegar até os 10 anos de idade ,isso garante ao pecuarista um retorno econômico por muito mais tempo que outras raças. Mais uma vantagem é a adaptação desses animais ao clima. Países como Estados Unidos e Canadá já têm rebanhos da raça girolando por causa do manejo diferenciado.

Outro rebanho em destaque é o da raça holandesa, que tem uma produção média entre seis e 10 mil quilos de leite. A raça está entre as mais importantes para o setor, e uma das mais utilizadas em cruzamentos. No Brasil, são cerca de 80 cabeças em cada propriedade.

O gir leiteiro é mais um rebanho que teve expansão nos últimos anos. Em todo o país, são aproximadamente 150 mil cabeças. A produção média em 305 dias é de 3,6 quilos, três vezes mais que a média nacional, atualmente em 1,2 quilos.

– A raça, além de incorporar a produção de leite, ela tem um grande propósito de trazer rusticidade. Hoje, a maioria dos criadores precisa focar em sistema de pasto, com produção mais baixa, e a raça se mostra como grande aliada. Nós vemos do Rio Grande do Sul até o Nordeste utilizando gir leiteiro, também extrapolando as fronteiras do país, é uma fase de grande expansão da raça – explica André Rabelo, coordenador operacional do programa de melhoramento do gir leiteiro.





Fonte: Canal Rural

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