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Cidades/Geral
Sábado - 20 de Setembro de 2014 às 14:34

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O funcionamento precário da unidade básica de saúde Manoel Bernardo de Barros, no bairro Unipark, em Várzea Grande, reflete os prejuízos causados pelos furtos no local. Só neste ano, a unidade já foi alvo dos criminosos mais de seis vezes. Na última ação, no final de semana passado, eles levaram a bomba d’água, deixando a unidade na seca. 


O local está atendendo de forma parcial, apenas serviços básicos estão sendo realizados. “Dá para aferir pressão e distribuir medicamentos”, ressaltou uma funcionária, que preferiu não se identificar. Além disso, serviços como o de vacina, estão impossibilitados devido à falta de um refrigerador para armazená-las.

Com a unidade vazia na tarde de ontem, três funcionárias esperavam por pacientes e por providências. Ao todo, 14 pessoas trabalham no local, entre enfermeiros, médicos, dentistas, auxiliares e secretárias.

“A unidade estava fechada, mas após uma reportagem divulgada pela imprensa, pediram para a gente trabalhar. Estamos aqui, mas se chegar pacientes, dependendo da procura, terão que voltar para casa”, disse a funcionária.

Para elas, os problemas vão além do roubo da bomba. A unidade está localizada em meio a um terreno baldio, o que atraio os bandidos. As trabalhadoras contam que a região é tomada por usuários de droga, especialmente nos fundos do posto.

“Já perdemos a conta de quantas vezes a unidade foi afetada pelos furtos, só esse ano foram mais de seis vezes”, lembrou. O posto passou por uma reforma, que terminou em julho, nesse período, até os materiais da obra foram roubados.

Por cima, elas lembram que os bandidos já levaram três computadores, ar-condicionado, botijão de gás, materiais de cozinhas, alimentos e um compressor de ar.

Diante do cenário, os funcionários ficam em alerta. Uma delas conta que não leva mais nada de valor para o trabalho. “Até o celular eu evito trazer, nunca se sabe. Sempre que nos deparamos com algo suspeito, ficamos em alerta”, disse.

Sem água, as funcionárias teriam que aguardar até às 17 horas, horário de fechamento da unidade, para poder ir embora. Nesse tempo, nem o banheiro poderiam usar, tendo que recorrer aos comércios na vizinhança.

Para finalizar, elas pedem por segurança e pela reposição do que foi furtado, para que o atendimento à população não seja mais prejudicado.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Várzea Grande informou que a Guarda Municipal vai reforçar as rondas na localidade para evitar os furtos. Foi garantido que a água volta às torneiras da unidade na segunda-feira (22).





Fonte: Do DC

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