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Cidades/Geral
Sábado - 11 de Outubro de 2014 às 21:12

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Quatro famílias moradoras do morro do Despraiado, em Cuiabá, se recusam a deixar o local enquanto não receberem as indenizações em mãos. O morro, interditado há mais de um ano pela Defesa Civil devido a um desmoronamento parcial, passa por obras de contenção, contudo o serviço não poderá prosseguir enquanto o grupo não deixar o local.

As residências estão localizadas ao lado do viaduto Domingos Iglesias (Despraiado). Os problemas no local começaram durante a obra de construção do viaduto que cortou a encosta do morro para alargar a pista. Uma semana antes da inauguração da obra, uma forte chuva fez com que o morro desmoronasse parcialmente e interditasse uma das vias laterais do viaduto.

Na ocasião, as famílias foram notificadas a deixar o local em virtude do risco de novos deslizamentos. Porém, não receberam as indenizações. O governo ainda passou quase um ano até determinar a obra de contenção.

De acordo com a assessoria da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), na última semana, seis das 10 casas, localizadas sobre o morro foram demolidas, porém as outras quatro famílias se recusaram a sair do local.

Conforme a assessoria, a Secopa já depositou em juízo R$ 2,8 milhões para as indenizações. A assessoria informou que o valor está disponível em uma conta, porém as famílias não conseguiram receber a quantia por pendências no imóvel, falta de comprovação da titularidade da residência ou falta de acordo com os valores pagos pela secretaria.

As famílias também alegaram que como não conseguiram ter acesso a quantia, não terão onde morar caso deixem o local. Por conta disso, a Defensoria Pública do Estado passou a atuar junto às famílias tentando um acordo para que os moradores recebam assistência até que o valor seja liberado.

Segundo a Secopa, desde o último dia 30 de setembro, o governo do Estado solicitou a Prefeitura de Cuiabá o aluguel social para os moradores que estão com impasse financeiro, porém até o momento a assistência não foi liberada pela Prefeitura.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Oscar Amélito, os moradores foram novamente notificados a deixar o local, em virtude dos riscos de deslizamento de terra. Oscar ressaltou com o período chuvoso se aproximando a situação ficará ainda mais dramática.

A OBRA - A Secopa informou que além das demolições iniciou o a primeira fase de implantação dos taludes para contenção. A obra foi dividida em três partes e tem prazo de entrega em dezembro

O tráfego na marginal do viaduto no sentido parque Mãe Bonifácia - rodoviária está interrompido. Os motoristas que necessitarem seguir por esse trajeto na Avenida Miguel Sutil deverão passar sobre o viaduto ou usar o desvio pela avenida Afonso Pena/rua Tenente Eulálio Guerra/avenida Marechal Deodoro até chegar novamente na avenida Miguel Sutil no viaduto da rodoviária.





Fonte: Do DC

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