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Sábado - 11 de Julho de 2015 às 09:25

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Foto: Wesley Santiago/Olhar Direto

VLT será construído em etapas: início de uma só após o bonde rodar em outra

O secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto, afirma que as obras para implantação do Veículo Leve sobre Trilhos será feita em etapas, quando retomada. Somente após o funcionamento do VLT em uma das etapas, a outra começará. Essa é uma das justificativas para o gasto de R$ 2,7 milhões em trabalhos de paisagismo e recapeamento/tapa buracos nas avenidas afetadas pela intervenção, atualmente paralisada.

"Quando for retomada, a obra do VLT será feita em etapas. Só depois de uma etapa ser feita e o VLT funcionar nela, os bondes estarem andando, a outra irá começar", disse o secretário, em entrevista aoOlhar Direto. Segundo ele, as etapas serão: Aeroporto (VG)-Porto; Porto-CPA; Morro da Luz-Coxipó.

Antes do início da Copa do Mundo de 2014, o então governador Silval Barbosa (PMDB) chegou a prever apenas o trecho Aeroporto (VG)-Porto a fim de atender os turistas durante o evento. Contudo, a obra não avançou o suficiente, apesar de estar prevista contratualmente para estar concluída naquele ano. Contudo, o secretário explicou que a ideia atual é diferente, pois passa por uma alteração de paradigma a pedido do governador Pedro Taques (PDT), a fim de atender a população.

"O VLT do Silval é uma obra. Só isso, nada mais. Não tem nada sobre integração com os ônibus. Não se sabe quanto vai custar a tarifa. Não se sabe como ele vai se integrar a cidade. O VLT do Pedro Taques (PDT) não será só uma obra, será um modal de transporte, pensado para ser interligado aos outros. Vamos contratar uma consultoria para fazer estudos sobre isso. Queremos entregar algo que funcione para a população", explicou.

O contrato com o consórcio VLT Cuiabá está suspenso por 30 dias, pela Justiça Federal. Nesse período, Estado, Ministério Público Federal e consórcio precisam entrar em um acordo quanto a conclusão das obras. O prazo final é dia 5 de agosto.

O contrato do VLT, assinado pela extinta Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) e o Consórcio VLT, é de R$ 1,4 bilhão. O Estado, por meio do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), já pagou R$ 1 bilhão às empresas (mais de 70%), que entregaram apenas 17% das obras físicas e compraram, com cerca de R$ 500 milhões, os vagões.

No dia da audiência na Justiça Federal, representantes do Consórcio VLT afirmaram que não há condições de prosseguir com a obra  sem um reequilíbrio econômico-financeiro, mas garantiu que as empresas têm intenção em terminá-la. Eles pedem mais R$ 800 milhões para a conclusão da implantação do modal.





Fonte: Olhar Direto

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