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Policia MT
Quarta - 16 de Setembro de 2015 às 09:20

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Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Foragido da Justiça, Silval teve mandato marcado por escândalos; relembre

Os últimos meses da gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que se encerrou em 31 de dezembro de 2014, foram marcados por diversos escândalos, alguns deles que estouraram somente após a conclusão do seu mandato. É o caso da Operação Sodoma, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), que está à procura do ex-governador para cumprir um mandado de prisão.

Na operação, foram presos os dois homens-fortes do final do seu mandato, o secretário-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e o secretário de Fazenda Marcel de Cursi. A Sodoma investiga corrupção e lavagem de dinheiro, detectadas por meio do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira).


Os três – Silval, Cursi e Nadaf – também são alvo do Ministério Público Estadual (MPE) e tiveram os bens bloqueados em função de incentivos fiscais no montante de R$ 73 milhões concedidos ao grupo JBS. O MPE entendeu que Decreto nº 994/2012 estabelecia exigências muito altas para conceder o benefício de modo que outras empresas não teriam condições de acessar o crédito, a não ser a JBS, caracterizando direcionamento. Além deles, o ex-secretário de Fazendo Edmilson dos Santos também está sendo processado nesse caso.

Outra polêmica foi a venda de um terreno do estado de 3.770 m² no bairro Duque de Caxias, que foi negociado pelo valor de R$ 590 mil na gestão Silval, mas valeria R$ 5 milhões. A briga pela posse do terreno segue na Justiça entre o governo estadual e a empresa FS Properties Empreendimentos Imobiliários Ltda, que adquiriu o imóvel. Antes de ser vendido, o local abrigava a Escola Estadual José Magno, que foi demolida em 2008 na gestão de Blairo Maggi (PR), sob a alegação de que o prédio poderia desmoronar e colocar a vida dos estudantes em risco. Os alunos foram transferidos para outro local e desde então o terreno estava inutilizado.

O pagamento de mais de R$ 100 milhões a empreiteiras nos últimos dois dias de mandato de Silval também gerou grande repercussão. Ao assumir, a equipe econômica de Pedro Taques (PSDB) denunciou os pagamentos e conseguiu o estorno de parte do valor junto ao Banco do Brasil. Em função desse grande volume de pagamentos realizados no “apagar das luzes” do governo Silval, Taques encontrou apenas R$ 84,9 mil na Conta Única do estado ao assumir.

Além disso, Silval é investigado em ação que tramita na Justiça Federal que investiga uma suposta propina de R$ 80 milhões na licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que foi contratado pelo valor de R$ 1,47 bilhão. Ainda em 2012, as obras chegaram a ser barradas por decisão judicial, mas acabaram prosseguindo e hoje estão abandonadas, enquanto o atual governo e o Consórcio VLT Cuiabá não se entendem sobre o pagamento de aditivos.





Fonte: Olhar Direto

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