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Segunda - 23 de Janeiro de 2017 às 16:38

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O escritor Paulo Coelho - 10/03/2005 (Antonio Ribeiro/VEJA/)
O escritor Paulo Coelho - 10/03/2005 (Antonio Ribeiro/VEJA/)

Escritores e intelectuais líbios denunciaram nesta segunda-feira que os serviços de segurança do leste do país confiscaram dezenas de livros considerados “eróticos” ou contra o Islã, entre eles obras do brasileiro Paulo Coelho. Entre os livros apreendidos, em árabe e importados do Egito, também há textos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, do romancista americano Dan Brown e do egípcio Naguib Mahfuz, prêmio Nobel de Literatura.

Os escritores publicaram um comunicado de protesto depois da difusão, no fim de semana, de um vídeo da direção de segurança da cidade de Al Marjmostrando os livros sendo colocados em um caminhão. No vídeo, um chefe de segurança e religiosos da cidade denunciam uma “invasão cultural” com livros sobre o xiismo, o cristianismo ou bruxaria, assim como romances com trechos eróticos e contrários aos preceitos do Islã sunita, praticado no país.

Os escritores, entre eles Azza Maghur, Idriss Al Tayeb e Radhuan Bushwisha, denunciaram a apreensão de livros, “uma tentativa de amordaçar as vozes e confiscar a liberdade de opinião e de pensamento”. Em seu perfil no Twitter, Paulo Coelho afirmou que procurou a embaixada brasileira na Líbia e que há pouco que o órgão pode fazer. “Mas eu não posso apenas ficar sentado vendo os meus livros serem queimados”, escreveu.


Al Marj, como grande parte do leste líbio, é controlado pelo Exército Nacional Líbio (ANL), leal ao controvertido marechal Jalifa Haftar.





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