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Agronegócios
Segunda - 15 de Maio de 2017 às 18:58
Por: Henrique Pimenta | Seaf-MT

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Dona Ivone se mudou com o esposo, Mário, para Juína, onde encontrou oportunidade de renda na cafeicultura - Foto por: Maria Anffe/Gcom-MT
Dona Ivone se mudou com o esposo, Mário, para Juína, onde encontrou oportunidade de renda na cafeicultura - Foto por: Maria Anffe/Gcom-MT

Dona Ivone Monteiro saiu de Tangará da Serra (245 km a Sudoeste de Cuiabá) nos anos 90 para trabalhar em Juína (737 km a Noroeste da Capital) como copeira, mas foi na agricultura familiar que viu a oportunidade obter renda. No início, ela tinha apenas três alqueires e plantou cinco mil mudas de café junto ao esposo, Mário.

“Hoje, com o apoio da Empaer (Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural), que ajudou no Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Custeio, nossa área produtiva foi aumentando, acreditamos na agricultura familiar e estamos plantando hoje 29 mil pés de café. Com isso, geramos emprego para mais 10 pessoas que ajudam na colheita. Ano que vem, com o crescimento do plantio, ampliaremos para 30 funcionários”, contou dona Ivone.

Segundo a produtora Ivone, os juros do Pronaf não são altos. Financiando R$ 20 mil anuais para o custeio da cafeicultura, ela tem, no fim do ano, R$ 600 de juros, pagando na data combinada com a instituição financeira. Com esse recurso, ao qual ela recorre pelo quarto ano consecutivo, ela investe na compra de insumo, tela, adubo, e defensivos para tocar a lavoura.

Assim como ela, outros agricultores familiares do Distrito de Terra Roxa, localizado a 60 km de Juína, estão sendo atendidos pelo Governo de Mato Grosso, com assistência técnica e a elaboração de projetos que viabilizam o financiamento de insumos para a cafeicultura, por meio do Pronaf.

O recurso a ser financiado pelas instituições financeiras serve para o custeio das atividades na pequena propriedade rural, e tem participação da Empaer, com colaboração da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf-MT).

Os limites de crédito por operações de custeio passaram, neste último ano, de R$ 100 mil para R$ 250 mil. Nas contratações de investimento, os valores subiram de R$ 150 mil para R$ 330 mil. O Plano Safra da Agricultura Familiar para a temporada 2016/2017 terá R$ 30 bilhões em recursos, valor histórico. Para a elaboração de projetos de crédito, os interessados podem obter informações no escritório local da Empaer ou acessar o site www.empaer.mt.gov.br.

Reestruturação de viveiros

Juína é um dos municípios que participam do Programa de Revitalização da Cafeicultura de Mato Grosso (Pró-Café), que tem investimento de R$ 2 milhões da Seaf em 11 municípios da região em 2016/2017. Os recursos são destinados para revitalização de viveiros, distribuição de mudas de alto potencial para 500 pequenos produtores e assistência técnica validada pela Empresa Brasileira de Pesquisa (Embrapa) - Rondônia, especializada em café.

Segundo o secretário de Estado de Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários, Suelme Fernandes, que esteve na região durante a última semana, o Pró-Café é um “case” de sucesso nos programas de agricultura familiar existentes em Mato Grosso, com a importante validação da Embrapa. “Além de ser perceptível o empenho e entusiasmos do pequeno cafeicultor do Noroeste do estado, que tem como tradição esse importante plantio e acredita nesse programa de Estado criado pelo atual Governo”.

A equipe técnica da Seaf, acompanhada pela Embrapa e Empaer, vistoriou, na última semana, os dois viveiros nos municípios de Juína e do Distrito de Terra Roxa. Nas visitas, foi constatada a necessidade de ampliação e reforma, de acordo com a demanda municipal por mudas qualificadas de café e outras variedades frutíferas também. O secretário de Agricultura de Juína, João Manuel Souza, falou que 80% dos cafezais do município estão localizados no distrito de Terra Roxa.

“Fizemos o projeto de revitalização dos dois viveiros, com capacidade para mais de 500 mil mudas e temos a meta de entrega R$ 100 mil mudas de café até o fim do ano. O custo para essa reestruturação é de R$ 110 mil, divididos entre Estado e Prefeitura, mas desde já estamos agradecidos com o apoio do Governo para a cafeicultura regional”, finalizou o secretário.

Ainda em julho deste ano, mais uma etapa de uma série de capacitações do Pró-Café será realizada em Juína para atender as demandas de assistência técnica dos municípios do Noroeste participantes do programa. O curso técnico será realizado pela Seaf, com apoio da Prefeitura, e terá dia de campo e palestras sobre poda e técnicas de manejo para o melhoramento e qualidade da cafeicultura, com apresentações e ensinamentos realizados pela Embrapa e Empaer.





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