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Comportamento
Terça - 23 de Janeiro de 2018 às 18:25
Por: Ronaldo Pacheco e Carlos Gustavo Dorileo/olhardireto

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A influência da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa no rumo das eleições deste ano, sentida nas amplamente nas redes sociais, não faz parte do rol de preocupações de seu responsável. Ele observou que sua prioridade no momento é contribuir com o Poder Judiciário, nas investigações.

“Não estou preocupado com o processo eleitoral deste ano. Eu estou preocupado neste momento em colaborar com a justiça, relatar todos os fatos”, ponderou ele, condenado por formação de quadrilha e fraudes na concessão de incentivos fiscais, entre outros.

Barbosa é o responsável direto por levar a Procuradoria Geral da República, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a investigar algumas das principais figuras da vida pública de Mato Grosso. Silval jura por tudo quanto é sagrado que não está nem aí para a influência de sua delação premiada nas disputas eleitorais deste ano, deseja que cada um pague pelo seu crime e garante que não existe denúncia caluniosa.

“Não quero fazer calúnia contra ninguém. Cada um que assuma a responsabilidade com aquilo que tenha praticado de irregular. Se vai refletir na eleição ou não, não me preocupo”, avaliou Barbosa, para a reportagem do Olhar Direto.

Na delação de Silval homologada pelo STF constam um ministro de Estado, dois senadores da República, três deputados federais, 15 deputados estaduais, cinco conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e secretários de Estado. Nos volumes que tramitam em segredo de justiça, a delação atingiria o Ministério Público do Estado (MPE) e o Puder Judiciário de Mato Grosso.

Do Congresso, são investigados os senadores Blairo Maggi (PP), Wellington Fagundes (PR) e José Aparecido Cidinho Santos (PR); os deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Ezequiel Ângelo Fonseca (PP), e cinco conselheiros afastados do TCE: Antônio Joaquim Neto, Waldir Júlio Teis, Valter Albano Silva, José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo Almeida.

Na Assembleia são os deputados Nininho Ondanir Bortolini (PSD), Baiano Filho (PSDB), José Domingos Fraga Filho (PSD), Romoaldo Júnior (PMDB), Wagner Ramos (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Sebastião Rezende (PSC), Mauro Savi (PSB), Guilherme Maluf (PSDB), Pedro Satélite (PSD), Dilmar Dalbosco (DEM), Silvano Amaral (PMDB), Wancley Charles Rodrigues de Carvalho (PV) e José Eduardo Botelho (PSB).
Também constam na delação de Silval os prefeitos Emanuel Pinheiro (PMDB), de Cuiabá; Luciane Bezerra (PSB), de Juara; e Thelma de Oliveira (PSDB), de Chapada dos Guimarães, além dos ex-deputados Alexandre Luís Cesar e Hermínio Jota Barreto.





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