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Segunda - 12 de Fevereiro de 2018 às 17:38
Por: Douglas Trielli/ Midia News

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), defendeu as críticas do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), à gestão do governador Pedro Taques (PSDB). Para o parlamentar, aliado não é “apenas para bater palma”.

“Eu avalio como positivo. Companheiro não é só para bater palma. Companheiro também tem que fazer críticas. Eu já fiz. Ele está fazendo certo. Tem que avaliar”, disse.

Para Botelho, as avaliações negativas de Mauro em relação à gestão tucana não significam, necessariamente, que o ex-prefeito esteja rompendo a aliança com Taques, que vem desde as eleições de 2010.

Em entrevista na semana passada, Mauro atribuiu ao aliado parcela de responsabilidade em relação à crise enfrentada pelo Governo do Estado. Criticou aumento do duodécimo dos Poderes em 2015 e disse não considerar traição não apoiar um eventual projeto de reeleição de Taques.

“Não vejo que ele esteja rompendo. Eu já critiquei também o governador Pedro Taques, mas isso não quis dizer que estávamos brigados ou separados. O diálogo continua, a conversa continua. Eu não vejo assim”, afirmou.

Avaliação de aliados

O secretário-chefe da Casa Civil, Max Russi (PSB), disse respeitar as críticas de Mauro. Mas afirmou que o Executivo tem feito, sim, a lição de casa de modo a atenuar a crise financeira.

“Vi isso com muita tranquilidade. O Mauro fez as críticas, a população vai fazer as análises. O que sei é que estamos em um momento de dificuldade, fazendo todos os ajustes necessários. O Governo tem cortado na carne, cortado em custeio e cortado muito”, disse.

“E vamos continuar desse jeito, respeitando as críticas, principalmente as do Mauro, que é um companheiro do Governo e ajudou na eleição do governador Pedro Taques”, afirmou.

Outro aliado de Mendes e Taques, o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Suelme Evangelista (PSB), preferiu não avaliar as críticas do ex-prefeito.

Para ele, prolongar o assunto seria atiçar um mal-estar entre os dois.

“O Mauro tem todo direito de opinar, se expressar. Isso faz parte da democracia. Mas não quero opinar sobre as conjecturas políticas. Qualquer palavra que se diga pode virar uma provocação, neste momento que a sensibilidade está aflorada. Estamos na piracema eleitoral. Tempo do acasalamento dos peixes da política. Vamos aguardar”, disse.





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