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Economia
Domingo - 06 de Maio de 2018 às 09:06
Por: Marianna Peres/Diário de Cuiabá

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As exportações mato-grossenses somaram receita de US$ 1,63 bilhão em abril. O saldo atual é 1,42% maior que o apurado em igual momento do ano passado e 8,48% inferior ao faturamento de março, melhor mês da pauta estadual em 2018, com movimentação financeira de US$ 1,78 bilhão.

A queda mensal ou a baixa evolução anual podem ser explicadas por meio da retração chinesa, maior parceiro comercial de Mato Grosso, o que influencia diretamente sobre o desempenho do principal produto exportado, a soja em grão, que fecha esse primeiro quadrimestre com queda anual de 4,37%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e foram divulgados ontem.

Em abril, as exportações mato-grossenses acumularam receita de US$ 5,29 bilhões, crescimento de 8,27% sobre o saldo dos quatro primeiros meses de 2017, em US$ 4,89 bilhões. Essa evolução foi puxada pelo segundo produto da pauta, o milho, que registra alta de 136,20%, enquanto a soja em grão fechou o primeiro acumulado do ano com retração de 4,37%. A soja em grão, classificada como o ‘carro chefe’ das vendas internacionais do Estado, movimentou menos volume, de 8,20 milhões de toneladas para 7,84 milhões de toneladas de janeiro a abril desse ano. Em cifras, as exportações saíram de US$ 3,18 bilhões em 2017, para US$ 3,04 bilhões nesse ano.

Enquanto isso, mais de 3,73 milhões de toneladas do cereal foram embarcadas contra 1,47 milhão de toneladas, volume mais que duplicado no período. Com esse ganho, o milho passou a responder por 11% da receita global das exportações do Estado, contra participação de pouco mais de 5% em igual acumulado do ano passado. Em cifras, o faturamento com o milho atingiu US$ 583,73 milhões ante US$ 247,13 milhões. Até abril, a soja em grão foi responsável por 57,49% do faturamento da pauta contra 65,10% no primeiro quadrimestre de 2017.

Completando a relação dos cinco produtos mais exportados pelo Estado até o mês passado, está o óleo de soja, US$ 559,57 milhões e participação de 10,57%, o algodão com receita de US$ 272,59 milhões e participação de 5,15% e as carnes desossadas de bovino (congeladas), responsáveis por 4,72% da pauta, US$ 250 milhões. Entre esses três últimos, o algodão teve a maior expansão anual no período analisado: 63,85%.

DESTINOS – A China, maior parceiro comercial de Mato Grosso e do Brasil, reduziu em quase 19% as compras de produtos mato-grossenses na comparação entre os acumulados de janeiro a abril de 2018 e 2017. Conforme os números do MDIC, as compras passaram de US$ 2,33 bilhões no ano passado para US$ 1,89 bilhão até o mês passado. Com esse ‘freio’ nas compras, a participação desse mercado consumidor que foi a 47,66% no ano passado e atualmente é de 35,82%.

O Irã, com expansão de 39,74% é o parceiro que mais ampliou as importações da pauta estadual entre os cinco maiores destinos do Estado. Grande importador do óleo de soja, a segunda maior nação do Oriente Médio já negociou US$ 349,63 milhões contra US$ 250,20 milhões e alcançou 6,60% de participação no total da receita estadual.

O terceiro maior mercado de Mato Grosso, até abril, é a Tailândia, grande importadora do algodão produzido no Estado. De janeiro a abril movimentou pouco mais de US$ 294 milhões, ou, 2,34% a mais que em igual momento do ano passado.

Os Países Baixos (Holanda) são o quatro maior destino – por muitos anos foram o maior – com negócios em US$ 293,72 milhões e fechando o ranking está a Espanha, com compras em US$ 281 milhões.

IMPORTAÇÕES – As compras feitas pelo Estado fecharam esse primeiro quadrimestre do ano com retração de 29,35%, ao passarem de US$ 486,79 milhões para US$ 343,92 milhões. Os quatro produtos mais importados por Mato Grosso – insumos para a agropecuária - tiveram seus volumes reduzidos de forma significativa, conforme aponta o MDIC: cloreto de potássio (-25,17%), ureia (-41,73%), sulfato de amônio (-40,65%) e adubos (-50,97%). O gás natural que já esteve entre os três mais importados pelo Estado, ocupa a nona posição e segue com compras negativas. Nesse quadrimestre a retração é de 27,59%.





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