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Cidades/Geral
Quarta - 23 de Maio de 2018 às 14:24
Por: Patrícia Neves/Olhar Direto

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Soldado do Exército foi uma das vítimas em 2018
Soldado do Exército foi uma das vítimas em 2018

Dados da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (Ceac) de Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) apontam crescimento de 21,43% de mortes no trânsito em Cuiabá. No total, foram registradas 34 mortes nos quatro primeiros meses deste ano. No mesmo período do ano passado, 28 pessoas perderam a vida no trânsito. Segundo a Polícia Civil, uso de álcool, abuso da velocidade e a imprudência são as principais causas.


Ainda conforme a análise, as ocorrências de lesão corporal culposa diminuíram 15,28%, de 733 para 621. Na cidade vizinha, Várzea Grande, as mesmas ocorrências caíram de 203 para 189, o que representa queda de 6,9%. Já o índice de morte permaneceu o mesmo nos dois anos. Dezesseis pessoas vítimas do trânsito.

Neste mês de maio, somente na avenida Beira Rio, houveram três acidentes com mortes. No dia do trabalho, 1º de maio, o soldado do Exército, Marcelo Victor da Silva, estava na garupa de uma moto e morreu após o condutor perder o controle e bater contra um poste.

Quatro dias depois, um catador de latinhas, identificado como Ângelo Pedroso de Lima, trafegava pela avenida quando foi atingido por uma SW4 em alta velocidade. Ângelo morreu no pronto-socorro da capital três dias após o atropelamento. O condutor da caminhonete, de 20 anos, não possuí habilitação e apresentava sinais de embriaguez.

O mais recente, no dia 15, Thienes José dos Santos, perdeu o controle de sua motocicleta, invadiu o canteiro central e morreu depois de bater contra uma placa de sinalização. O acidente ocorreu próximo ao Parque de Exposições Jonas Pinheiro.

Para o titular da Delegacia de Delitos de Trânsito, Christian Cabral, todos os acidentes tiveram relação com a imprudência. “Não podemos considerar a via perigosa ou mal estruturada, mas sim que os condutores aumentam a sua imprudência seja porque abusam da velocidade ou quando estão dirigindo sob efeito de álcool ou droga”, disse.

O delegado ainda alerta que, apesar das mudanças que tornaram as penas mais duras para quem infringe as leis de trânsito, a violência se manteve no mesmo patamar e segundo ele, o número de pessoas mortas em acidentes de trânsito tende a ser maior que no ano anterior.

“Isso tudo nos leva a refletir, os condutores continuam agindo às margens da lei porque ela infelizmente carece de efetividade e eficácia. As pessoas sabem que o risco de serem paradas em uma ação fiscalização por não respeitarem regra de trânsito é mínimo. E se foram paradas, o risco de responder um processo ou serem penalizadas é menor ainda”, explicou.

Christian ressalta que hábitos e culturas precisam ser mudados. “Temos que começar a mudar o nosso conceito. Não basta ter leis com penas e multas altas, temos que ter leis que sejam cumpridas por todos para que possam ter eficácia e permitir que comportamentos e culturas sejam mudados”, finalizou.





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