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Terça - 26 de Junho de 2018 às 14:28
Por: Diego Frederici/Folhamax

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O empresário e pré-candidato ao Governo do Estado , Reinaldo Morais (PSC), disse que 9 partidos podem compor uma futura coligação para apoiar a sua candidatura além de disputar os demais cargos nas eleições de 2018. Entre as siglas, a chamada “Frentinha” – composta pelo Podemos, Democracia Cristã (antigo PSDC), PTC, PRP, PMN, Avante (antigo PT do B), Pros, PSL, além do próprio PSC -, fariam parte da aliança. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Capital na manhã desta segunda-feira (25).

De acordo com o empresário – proprietário da Suinobras, um dos maiores grupos de produção e venda de proteína de aves e suínos de Mato Grosso -, o Podemos, do senador por Mato Grosso, José Medeiros, e o PSL, da juíza aposentada e pré-candidata ao Senado, Selma Rosane Santos Arruda, teriam sinalizado apoio ao seu projeto. “O PSC já tem o ‘OK’ firme do PSL, da candidata Selma Rosane Santos Arruda, nós já temos também o senador Medeiros, do Podemos, também junto conosco na consolidação da chapa majoritária. E nós temos mais 9 partidos que estão muito bem alinhados. Nesse grupo está a Frentinha. Estamos conversando com eles e todos eles estão se mostrando muito animados com esse novo projeto para Mato Grosso”, disse.

Reinaldo Morais adiantou que até a próxima semana a possível aliança política deverá lançar um “manifesto” das intenções, propostas e políticas que o grupo deve defender nas eleições de 2018 e que, segundo ele, devem perdurar no Estado pelos próximos “20 anos”. “Até semana que vem já devemos fazer um manifesto com todos juntos assumindo esse compromisso, essa construção de Mato Grosso que queremos para os próximos 20 anos”, diz ele.

Um dos maiores expoentes da chamada “Frentinha”, a pré-candidata ao Senado Selma Rosane Santos Arruda, além do presidente estadual do partido, o deputado federal Victorio Galli, porém, podem vetar o apoio do PSL ao pré-candidato ao Governo tendo em vista que ambos vem mantendo “conversações” com o atual chefe do Poder Executivo Estadual, o governador Pedro Taques (PSDB) – que deve disputar a reeleição e que inclusive concedeu escolta pessoal à juíza aposentada neste mês de junho.

CARNE FRACA

Reinaldo Gomes de Morais, além de empresário, é uma das principais testemunhas que deram origem a operação “Carne Fraca”, da Polícia Federal (PF). A primeira fase da operação, ocorrida em março de 2017, cumpriu 27 mandados de prisão preventiva, 11 de prisão temporária e atingiu 6 Estados Brasileiros.

Reinaldo Gomes de Morais, que começou sua atividade profissional e ainda hoje mantém frigoríficos no Estado do Paraná, gravou uma conversa com o ex-superintendente do Ministério da Agricultura no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, preso na operação e considerado líder da suposta organização criminosa suspeita de fornecer certificados de qualidade adulterados mediante recebimento de propina. No diálogo, Daniel Gonçalves disse que estava sendo pressionado para não expedir o certificado do Serviço de Inspeção Federal (SIF), necessário à atividade frigorífica, e que era solicitado por Reinaldo de Morais.

O pré-candidato do PSC ao Governo do Estado também gravou uma conversa com o deputado federal paranaense Osmar Serraglio (então no MDB, e que hoje esta no PP, e que durante a deflagração da operação ocupava o cargo de Ministro da Justiça). O diálogo teria sido realizado no ano de 2013.

Nele, Reinaldo Morais disse que precisava do certificado do SIF para um frigorífico de sua propriedade (BR Frango) localizado no município paranaense de Santo Inácio. Serraglio, por sua vez, colocou obstáculos políticos para expedir a certificação para “proteger” o frigorífico Averama, de propriedade de Célio Batista Martins Filho, empresário que doou R$ 80 mil para a campanha do parlamentar à Câmara de Deputados.





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