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Domingo - 29 de Julho de 2018 às 08:51
Por: Wesley Santiago/Olhar Direto

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O Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepo) quer a contratação de técnicos da área meio para auxiliar os delegados e aliviar o trabalho burocrático nas delegacias. Segundo o presidente da categoria, delegado Wagner Bassi Junior, se este modelo for adotado, até o chamamento de concursados poderá ser menor.

“Apresentamos para o governo o seguinte: além do concurso, que deve encerrar até o fim do ano e esperamos que no ano que vem chame os delegados, pedimos também a contratação de cargos da área meio, técnicos que podem auxiliar os delegados em algumas atividades burocráticas que sobrecarregam. Eles seriam auxiliares, temos defendido isto, apresentamos ao governador e seria muito benéfico”, disse o presidente ao Olhar Direto.

Conforme Bassi, todo mundo procura um delegado, mas “certas atividades burocráticas e administrativas, pode ter pessoas para auxiliar e facilitar o serviço, da forma que a gente precise de menos delegados. No modelo atual, acredito que o ideal seria de 100 a 150 vagas. Se acontecer o que estamos pedindo, este número seria menor”.

O delegado ainda comentou sobre a situação de trabalho no interior: “Temos visto vários delegados do interior que tem locado prédios, com aval do Estado e melhorado seus locais de trabalho. A locação se mostrou bastante benéfica. No caso das viaturas, tivemos uma melhora enorme. Agora temos carros em boas condições em todo o Estado e não se perde tanto tempo com manutenção”.

Anulação

Conforme noticiado com exclusividade pelo Olhar Direto, os candidatos pediram a anulação do concurso, alegando fraude na aplicação das provas realizadas no dia 8 de outubro. Uma das principais irregularidades denunciadas foi quanto ao vazamento de fotos da folha de respostas da prova.

O concurso estava marcado para as 15h, no entanto, por volta das 14h diversas imagens do gabarito já circulavam em grupos de whatsapp. O uso de aparelhos eletrônicos no local das provas era proibido.

Em um dos locais onde a prova deveria ser aplicada, um delegado precisou entrar na sala para acalmar os ânimos dos candidatos que causaram tumulto após perceber que os pacotes haviam sido abertos. Ele alegou que o erro teria sido ocasionado pela gráfica responsável pela impressão das provas, mas que tal fato não implicaria no andamento do concurso.

Um Inquérito Civil havia sido instaurado para apurar uma suposta violação de um envelope que continha as provas para o concurso para delegado substituto da Polícia Civil realizadas em novembro do ano passado.

Por causa isso o concurso havia sido suspenso por 60 dias, até a conclusão do inquérito policial presidido pela Gerência de Combate do Crime Organizado (GCCO) e do inquérito civil do Ministério Público Estadual (MPE). Ao final das diligências, foi concluído que não houve fraude.





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