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Economia
Quinta - 11 de Abril de 2019 às 14:46
Por: Da Assessoria/Dialum

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O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (UNEM), Ricardo Tomczyk
O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (UNEM), Ricardo Tomczyk

Uma das opiniões comuns dos cidadãos que possuem pelo menos um meio de transporte particular em casa é que um dos desafios de manter os veículos é o preço do combustível. Abastecer o carro ou a moto muitas vezes sai o mesmo preço ou mais caro do que o valor da parcela do bem. O setor sucroenergético avalia que a solução para diminuir o preço do combustível é apostar no aumento da produção do etanol a base de milho.

O presidente da União Nacional de Etanol de Milho (UNEM), Ricardo Tomczyk, afirmou durante sua palestra no 8º Encontro Sucroenergético, que a manipulação dos preços da gasolina representa um crescimento na produção de etanol de milho.

“A oscilação dos preços da gasolina já tem mostrado um grande aumento no consumo de etanol. Nós tivemos um aumento de 42% em 2018, comparado a 2017, no consumo de etanol hidratado e curiosamente saiu essa semana que só nessa primeira quinzena de março subiu 23% em relação a 2018”, afirma.

A primeira usina de etanol de milho em Mato Grosso foi inaugurada em 2017 na cidade de Lucas do Rio Verde, 360 km da capital, seguindo uma tendência nacional que desde 2012 vem acontecendo no Brasil.

De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso (Sindalcool/MT), Jorge dos Santos, daqui uns anos Mato Grosso não precisará mais importar gasolina porque terá etanol em grande quantidade, isso significa, que o preço nas bombas irá baixar visto que o preço de transporte e logística do combustível será apenas dentro do estado.

“O preço do etanol é visivelmente mais baixo em comparação ao preço dos combustíveis fósseis. Projetando um cenário em MT, se a demanda aumenta e a produção de etanol no estado também aumenta, a necessidade de importar gasolina diminui e a população tem acesso a um combustível mais barato melhor para o meio ambiente”, afirma.

A produção etanol de milho além de ser considerado um alento para o bolso dos consumidores é uma atividade que contribui ambientalmente. A partir de sua matéria-prima tem capacidade de produzir pelo menos mais três produtos e é fonte geradora de renda e emprego.

Um estudo realizado pela Agroícone, o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais voltado para a agricultura, energia e sustentabilidade, evidencia também que o etanol de milho produzido no Brasil é significativamente menos poluente se comparado ao combustível produzido nos Estados Unidos da América (EUA).

O Brasil possui atualmente dez usinas de etanol de milho em operação, sendo que cinco estão localizadas em Mato Grosso, três em Goiás, uma em São Paulo e outra no Paraná.





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