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Quarta - 17 de Abril de 2019 às 08:46
Por: Rodivaldo Ribeiro/Folha Max

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O ex-governador Silval Barbosa disse durante audiência sobre uma de suas fazendas invadida pelo Movimento dos Sem Terra (MST), que o ex-governador Pedro Taques (PSDB), que sempre usou a gestão herdada dele como justificativa para tudo que não andava na dele e agora é alvo de delações e investigações, sempre foi um "falso paladino da moralidade". Também afirmou que apesar de dizer que não iria comentar a ideia de Mauro Mendes (DEM) sobre trocar o modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), considera isso um erro.

Em entrevista no Fórum de Cuiabá na tarde desta terça-feira (16), Silval reafirmou as acusações contra Taques em sua colaboração com a Procuradoria Geral da República. “Esses paladinos da moralidade é [sic] isso. Pessoas que estão, como ele estava, travestidos aí de pai da moralidade. Eu fiz acordo com Pedro Taques. Eu arrumei, via JBS, dinheiro pra campanha dele e isso está no meu acordo, todo mundo fala. Então é só ler e ver. Agora está sendo comprovado tudo que ele fez de errado, está fazendo e o que vai aparecer ainda”, afirmou.

Segundo Silval, isso é bom pra Mato Grosso, porque “vai passando a limpo o Estado”. Disse também que espera que seu arrependimento, pedido de desculpas e colaboração continuem contribuindo com coisas como a recuperação de mais de R$ 2 bilhões em dinheiro de corrupção. Tudo isso, segundo ele, foi fruto da colaboração considerada como "monstruosa" pelo ministro Luiz Fux, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Agora, isso não é só o dinheiro, tem que mudar também a cabeça de quem está e esteve no poder e daqui pra frente levar a sério [o trato com a coisa pública]. Hoje eu reconheço e me arrependo, peço desculpa pra população, já pedi e peço, porque quando você erra, assume e quer contribuir, tem que servir como algo pedagógico com tudo aquilo que fez de errado pra que outros não venham a cometer o mesmo erro”.

O ex-governador também diz que tudo que anda querendo no momento é retomar a própria vida, depois de três anos e sete meses “totalmente enclausurado e recluso”. Também reclamou da imprensa batendo forte nele por às vezes não “entender” o que ele fez, colocando a culpa “só de um lado”.

Disse que a imprensa tem, entretanto, papel fundamental no atual momento brasileiro, de prisão de políticos e pessoas ricas, algo impensável até meados dos anos 10 deste século 21. “Eu cometi meus erros e já estou me retratando com a justiça, falando tudo aquilo com a justiça, pagando aquilo que de fato a gente se propôs. A imprensa tem que também contribuir nesse sentido. Não estou querendo orientar nada nem dar sugestão, mas chamar a atenção daqueles outros que estão na política a não repetirem seus erros”.

Sobre a recente declaração do governador Mauro Mendes quanto a abandonar de vez o VLT e assumir outro modal, Barbosa foi lacônico. "Não vou opinar sobre a decisão do governador. Ele tem o direito de tomar as decisões que ele quiser, mas tenho minha opinião sobre o VLT, que, após concluído é um modal importante, que vai ajudar muito a população. Esse é o objetivo que nós começamos e já era pra estar concluído, mas não dou palpite".

Silval falou também sobre a ação movida contra o atual secretário de Fazenda (Sefaz), Rogério Gallo, pelas declarações de que ele deveria ser execrado publicamente não objetiva reparação em dinheiro, mas mera retratação por parte do secretário. "Entendemos que foi uma incitação à violência falar que tem que me pendurar em praça pública, porque não é esse o conceito que tenho do secretário, mas não é nada, não estou pedindo reparação, só pra ele se justificar e se retratar quanto aquilo ali. Só acho que se você não agir, daqui a pouco outros se acham no direito. Então, vou interpelar quem tomar essas medidas".

COLABORAÇÃO DE SELMA

Na entrevista de ontem, o ex-governador também comentou sobre a cassação da senadora Selma Arruda (PSL) pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) na última semana. Sobre isso, sugeriu que a juíza - responsável por decretar 5 prisões preventivas e condená-lo a 13 anos de prisão - confesse a prática de ilegalidades em sua campanha eleitoral.

“Eu não meço ela com minha régua. Não meço. Ela se julga tão conhecedora, né, da lei e praticar os crimes que foram praticados, pelo menos é o que mostram na imprensa, é muito grave. Agora eu, cometi alguns crimes, e estou colaborando com a justiça. Ela deveria fazer o mesmo, confessar que errou, que fez caixa dois, e uma campanha extemporânea com recursos que só ela sabe explicar. Eu estou tranquilo que estou colaborando com a Justiça. Cometi alguns crimes e, no início, mesmo errado, eu procurei me defender, mas quando vi que eu estava errado, que queria colaborar com a justiça, para que a justiça seja célere, eu colaborei. É o que ela devia fazer, e não arrumar todos os mecanismos pra protelar o processo”, disparou.





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