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Educação/Vestibular
Quinta - 23 de Maio de 2019 às 11:15
Por: Douglas Trielli/Mídia News

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Alair Ribeiro/MidiaNews
A secretária de Educação Marioneide Kliemaschewsk: apelo aos servidores
A secretária de Educação Marioneide Kliemaschewsk: apelo aos servidores

A secretária de Estado de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, fez um apelo aos professores do Estado, que entram em greve a partir da próxima segunda-feira (27). Ela pediu um voto de confiança na gestão do governador Mauro Mendes (DEM) para que ele regularize a situação financeira do Executivo e, então, conceda os benefícios aos profissionais.

A categoria decidiu, em assembleia geral realizada na segunda-feira (20), iniciar uma greve e afirmou que o movimento é resultado das ações do Governo em relação à Revisão Geral Anual (RGA), ao escalonamento salarial e ao descumprimento da lei que prevê a dobra do poder de compra nos salários dos professores.

“Este é o mesmo momento que estamos vivendo: 150 dias de gestão e não obstante haja um desejo do Governo de valorizar seus profissionais, não temos, hoje, as condições necessárias para se pagar um aumento salarial”, afirmou a secretária, em entrevista à rádio Capital FM.

“São 150 dias de gestão e precisamos de um voto de confiança para que possamos colocar Mato Grosso em uma situação de liquidez econômica e de capacidade de reconhecer o que precisa ser reconhecido: que é a valorização dos profissionais”, disse.

Não obstante haja um desejo do governo de valorizar seus profissionais, não temos, hoje, as condições necessárias para se pagar um aumento salarial

Marioneide afirmou que Mendes não tem como atender aos pedidos neste primeiro ano de gestão, mas que é desejo do democrata conceder benefícios à categoria. E lembrou que ele, inclusive, já abriu algumas exceções, como o pagamento das licenças-prêmios – atualmente congeladas para os servidores.

“Nós avançamos em algumas outras situações, como na licença-prêmio. Para os profissionais da Educação foi garantido, porque temos vários processos de aposentadoria. Para liberar os professores que estão na previsão, vou ter que desembolsar R$ 4,4 milhões. Se não liberar hoje, e isso virar um resto a pagar lá na frente, vou gastar R$ 16 milhões. Então, é melhor liberar agora”, afirmou.

“Nenhum gestor quer passar sem cumprir um dos quesitos básicos, que é a valorização profissional. Na Prefeitura de Cuiabá, o Mauro Mendes deu 64% de aumento para os profissionais da Educação. No primeiro ano, passamos pela mesma situação e enfrentamos uma greve de uma semana. Porque aquele era um momento de organizar a casa. Depois, ele concedeu os benefícios”, completou.

Os pedidos

Além dos pedidos referentes à remuneração e à lei da dobra do poder de compra - aprovada em 2013 na gestão do ex-governador Silval Barbosa, e que dá direito a 7,69% a mais anualmente na remuneração dos professores, além da RGA, durante 10 anos -, a categoria pede pelo fim do escalonamento salarial, pela realização de um concurso público e para que o Governo faça um calendário para melhorar a infraestrutura das escolas.





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