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Policia MT
Sexta - 07 de Junho de 2019 às 10:22
Por: Cíntia Borges e Alair Ribeiro/Mídia News

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Alair Ribeiro/MidiaNews
O ex-comendador João Arcanjo, ao sair da sede da GCCO, na tarde desta quinta-feira
O ex-comendador João Arcanjo, ao sair da sede da GCCO, na tarde desta quinta-feira

Com colete a prova de balas, uniforme branco e chinelo, o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro prestou depoimento na Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), no Bairro Jardim das Américas, na tarde desta quinta-feira (6).

Arcanjo foi preso no dia 29 maio, durante a Operação Mantus, da Polícia Civil. Ele e o genro Giovanni Zem Rodrigues são apontados, na investigação, como líderes da "Colibri", uma suposta organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso.

Conforme o delegado Flávio Stringueta, titular da GCCO, Arcanjo respondeu a todos os questionamentos das autoridades policiais e negou participação na organização criminosa.

“Arcanjo está respondendo a todas as perguntas com muita cordialidade e ele nega [atuar no jogo do bicho]. Ele fala que o que administrava era o seu patrimônio, na empresa onde acreditamos que era a central do jogo do bicho. É bem possível que isso aconteça, mas há provas no sentido contrário”, disse o delegado à imprensa.

Alair Ribeiro/MidiaNews

Flávio Stringueta 29-05-2019

O delegado Flávio Stringueta: "Arcanjo respondeu a todas as perguntas com muita cordialidade"

Segundo as investigações, a empresa Colibri funcionava dentro de um estacionamento comandado pela família do Arcanjo, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

O delegado contou que, apesar das negativas do bicheiro, a investigação aponta para a participação dele como uma das lideranças do jogo do bicho no Estado.

“Na casa do Arcanjo foram encontradas planilhas do jogo do bicho, que estavam no quarto do genro dele. Mas estava na casa do Arcanjo. E isso é indício, sim, de que ele tinha conhecimento. O escritório dele ficava no mesmo prédio onde funcionava a central da Colibri. Não vejo como não relacioná-lo ao jogo do bicho”, afirmou Stringueta.

Arcanjo está detido na Penitência Central do Estado (PCE), desde o dia 29 de maio.

Outros depoimentos

Nesta tarde, ainda foram ouvidos os acusados de integrarem uma segunda organização criminosa ligada ao jogo do bicho, chamada FMC Ello, que seria comandada pelo empresário Frederico Müller Coutinho. São eles: Rosalvo Ramos de Oliveira e Laender dos Santos Andrade.

De acordo com o delegado, a dupla confessou que a liderança da empresa FMC Ello era realizada por Frederico Müller.

A Operação Mantus

Tanto a Colibri quanto a FMC Ello foram alvos da Operação Mantus. Segundo a Polícia Civil, os dois grupos disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado.

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de um colaborador - que não quis se identificar - sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.

No total, a operação cumpriu 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais 5 cidades do interior do Estado.

Arcanjo foi preso na sua residência, na Capital, assim como Frederico. Já Giovanni foi preso no Aeroporto de Guarulhos (SP), com o apoio da Polícia Federal.

Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.





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