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Agronegócios
Sexta - 16 de Agosto de 2019 às 08:52
Por: Diário de Cuiabá

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A produtividade mato-grossense de carne é 5% superior à média nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o peso-médio da carcaça em Mato Grosso foi de 258,63 kg por animal e o peso-médio do país foi de 246,11 kg por animal no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos cinco anos, comparando o peso-médio da carcaça no primeiro trimestre de 2014 com o registro de igual período em 2019, os animais abatidos no Estado registraram um ganho de 7%.

A evolução e o bom desempenho da pecuária de corte mato-grossense também podem ser comprovados com o crescimento no volume de animais abatidos e do rebanho. Ou seja, Mato Grosso está abatendo mais animais e aumentando sua produção.

De acordo com o levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT), de janeiro a junho deste ano, foram abatidos 2,68 milhões de animais pelas indústrias do Estado, número 9% maior do que o registrado no mesmo período de 2018. Já o rebanho bovino, neste intervalo de tempo, passou de 30,07 milhões para 30,33 milhões de animais.

O presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Guilherme Linares Nolasco, explica que os investimentos em tecnologia têm garantido o crescimento da pecuária de corte em alinhamento com as demandas por carne de qualidade. "Além do crescimento em número de abates e pesos de carcaças, também conseguimos reduzir a idade média dos animais abatidos, o que tem relação direta com a qualidade da carne produzida e aumento de produtividade", analisa Nolasco.

Levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostrava que em 2014, 10% dos animais abatidos no Estado tinham até 24 meses e 60% tinham até 36 meses de idade. Ano passado a participação dos animais com até 24 meses passou para 17% e com até 36 meses passou para 65% do total abatido. "A terminação dos animais está mais rápida, reduzindo o tempo de produção e quanto mais jovem o animal, melhor é o sabor e a maciez da carne produzida", explica Guilherme Nolasco.

Entre as tecnologias que viabilizam o desenvolvimento da pecuária de corte, Nolasco cita o melhoramento genético com a seleção de animais superiores e cruzamento industrial, a suplementação alimentar nos animais a pasto e em confinamentos e a recuperação de áreas de pastagem com a integração lavoura-pecuária.

"O mundo precisa conhecer os atributos na nossa produção. Só assim vamos ampliar as vendas de carne com maior valor agregado. O Imac trabalha na divulgação desses dados e na aproximação dos integrantes da cadeia produtiva com os compradores mundiais. Governo, indústrias e produtores devem buscar o mesmo discurso para potencializar os resultados", Nolasco.





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