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Agronegócios
Quinta - 29 de Agosto de 2019 às 08:16
Por: Marianna Peres/Diário de Cuiabá

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Mato Grosso contabilizou em julho um total de 532,92 mil cabeças de bovinos abatidas, saldo que se revela 28,04% acima do que havia sido registrado em junho, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea/MT). Animais que chegam ao peso de abate mais novos têm contribuído para as estatísticas do setor no Estado.

Analistas do Imea explicam que este cenário de expansão foi WTorre impulsionado, principalmente, pelas regiões nordeste e noroeste, as quais ofertaram 49,88% e 46,83% a mais no período, respectivamente. “Além disso, carnes de animais mais jovens seguem com demanda aquecida, o que novamente motivou o incremento mensal de 21,99% no abate de novilhas e de 69,85% no de garrotes”.

Apesar da alta mensal, o Imea destaca que “esses valores estão próximos dos patamares de 2013, quando verificou-se o recorde de abate de bovinos, principalmente das fêmeas”. E completam que “para os próximos meses, com a intensificação da seca, a oferta de animais tende a ser mais restrita”.

Do total ofertado pelo Estado, 98,78% ficaram dentro de Mato Grosso, totalizando 526,42 mil cabeças, enquanto que 6,50 mil foram enviados para outros estados (São Paulo e Rondônia).

Na última semana, os preços da arroba do boi e da vaca gorda apresentaram leves oscilações. Enquanto a arroba do boi gordo subiu 0,39% no comparativo semanal, a alta da arroba da vaca foi de 0,11% no mesmo período, fechando nas médias de R$ 139,71 e R$ 130,19, respectivamente. No caso dos machos, a sustentação nos preços esteve atrelada à menor oferta de animais para abate, uma vez que agora a maior parte disponível é oriunda de confinamento.

PERFIL MT - Ao longo dos anos, como chamam à atenção os analistas de pecuária do Imea, a evolução dos pesos do bezerro desmama e da novilha tem-se observado maior produtividade na pecuária mato-grossense, assim como mudanças nos perfis dos sistemas de produção, divididos em cria, recria e engorda. Isso porque já se registra o aumento de peso dos animais mais jovens, com destaque para o bezerro desmama e a novilha.

“Informantes do Imea relatam semanalmente os pesos médios destas categorias de animais, os quais, no acumulado de janeiro a julho, estão em torno de 6,09/@ para o bezerro desmama e 8,83/@ para a novilha, valores 10,73% e 3,88% superiores ao padrão de antes, que eram de 5,5/@ e 8,5/@, respectivamente. Assim, verifica-se o estreitamento da recria, para uma mudança de cria/engorda, uma vez que os animais estão mais pesados, com destino para engorda, principalmente, para confinamento. Além disso, este cenário permite maior precificação e retorno para o criador”.

Apesar de ser comum o aumento das cotações de bovinos de reposição em abril, época de maior demanda de confinadores, verifica-se que em 2019 elas têm se sustentado em bons patamares. Em julho desse ano ante janeiro do mesmo ano, por exemplo, observa-se o aumento de 3,68% para os preços do bezerro e de 3,21% para os das novilhas. “Dois fatores podem estar contribuindo para este cenário: o possível momento de virada do ciclo pecuário, com viés de alta atrelado ao aumento no abate de fêmeas desde 2017, e, de fato, o acréscimo de quilos destas categorias. Inclusive, no caso das novilhas, os preços estão superando os dos bezerros, pois, como muito tem sido comentado aqui, a demanda por fêmeas mais jovens e pesadas está bem aquecida. Portanto, observa-se que o investimento nestes animais pode trazer melhores remunerações para o criador”.





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