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Segunda - 06 de Julho de 2020 às 18:02
Por: Max Aguiar/Olhar Direto

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo (DEM), avalia o momento de arrecadação do estado como de uma segunda onda de perdas, tendo em vista que quando o comércio voltava a trabalhar os números da pandemia da Covid-19 cresceram, e isso fez com que vários prefeitos decretassem novas medidas de isolamento.


Segundo Gallo, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, a receita do estado estava indo bem até o mês de março, depois despencou em abril e maio e, diante de um ensaio de retomada, houve novas quedas em meados de junho.

"Agora começa a fragilizar. A gente já vem de uma recuperação das atividades econômicas. As empresas em junho começavam a faturar o mesmo que arrecadavam em janeiro e fevereiro. Mas Mato Grosso agora vive uma segunda onda. Em março tivemos a primeira onda de queda e agora estamos de novo. Por certo, isso está impactando nas atividades econômicas.

Gallo confirmou que durante esse período de perdas, Mato Grosso deixou de receber em torno de R$ 350 milhões apenas do ICMS das empresas. Porém, a folha salarial continua em dia devido ao bom trabalho de economia feito pelo governador Mauro Mendes (DEM).

Além disso, como uma espécie de alternativa para fazer a economia voltar à ativa, o secretário, com parecer favorável do Palácio Paiaguás e das loterias federais, retornará com os sorteios da Nota Fiscal Eletrônica. Ao total, serão 10 até janeiro de 2021.

"Para estimular a arrecadação, o estado irá fazer dois sorteios esse mês da Nota Eletrônica. Precisamos fazer a economia girar. Todos sabem que o sorteio é com base na loteria federal. Além desses sorteios, que representam o mês de abril e maio, teremos mais 10 sorteios até o mês de janeiro", comentou.

Por último, Gallo também respondeu sobre possível corte feito pela Secretaria de Fazenda em projetos aprovados pela Assembleia Legislativa. Segundo alguns deputados, a Casa de Leis aprova e a Sefaz veta. Na tribuna, há deputado que chamou Gallo de "Homem Tesoura", pois ele corta tudo que chega da ALMT.

"Na verdade, a Assembleia aprova projetos com absoluta independência. Para ser aprovado pelo governador é necessário caber no bolso do estado e passar por um parecer técnico. Algumas não cabem e por isso é necessário controlar isso. Mas não queremos polemizar, porém respeitamos os projetos. No ponto de vista técnico temos que estudar os projetos. Primeiro a gente segue a orientação legal do projeto e depois do governador", concluiu o secretário.





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