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Quinta - 24 de Setembro de 2020 às 07:27
Por: Andhressa Barboza/RD News

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Presidente da Assembleia, Eduardo Botelho não vê demérito no fato de o DEM estar de coadjuvante nas eleições dos dois maiores município de Mato Grosso. Sem candidaturas próprias apesar de chefiar os poderes Executivo e Legislativo, a sigla indicou Marcelo Bussiki como vice de Roberto França (Patriota), em Cuiabá, e José Hazama na chapa de Kalil Baracat (MDB), em Várzea Grande.

Na Capital, Botelho chegou a avaliar candidatura, mas recuou, assim como o suplente de senador Fabio Garcia. Sem nomes para o pleito, a legenda decidiu apoiar o ex-prefeito. De acordo com o democrata, sua decisão de não disputar se deve muito a sua amizade com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que tenta reeleição.

“Entendi que para mim fica ruim ir para o debate com ele (Emanuel). Ir para uma decisão dessa que envolve a disputa majoritária, que é muito dura e passa dos limites. Muitos companheiros, não eu, acabam passando dos limites e eu não queria isso para mim com um amigo como Emanuel”, disse em entrevista à imprensa durante evento do Palácio Paiaguás nesta segunda (22).

Se de um lado Emanuel tem a amizade de Botelho, de outro, rivaliza com o governador Mauro Mendes (DEM), com quem tem protagonizado troca que duros ataques e críticas. O desgaste é tanto que, além de Botelho, outros deputados tentaram intervir na relação dos políticos, mas sem sucesso.

Rodinei Crescêncio

Eduardo Botelho e Roberto Fran�a

O presidente da AL Eduardo Botelho durante seu discurso na convenção do Patriota, semana passada, em que Roberto França foi lançado a prefeito

Com a desistência de Botelho, Mauro tentou até a última hora convencer Fabio, seu afilhado político, a disputar contra Emanuel, mas saiu frustrado e optou por levar o DEM para a chapa de França. Mas, Botelho tenta amenizar a situação e prefere defender que a composição é mais vantajosa ao partido.

“Não foi uma surpresa, pelo contrário, nós que trabalhamos nesta construção. Aqui em Cuiabá, avaliamos que o melhor nome é o de Roberto França, tem um histórico de grande prefeito, deputado estadual, federal, honestidade. Por que não trabalharmos com ele?”, questionou.

Sobre a falta de protagonismo da legenda, Botelho diz não ver problemas na falta de candidatos próprios e apoio a nomes de outros partidos.





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