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Saúde
Quinta - 08 de Outubro de 2020 às 17:42
Por: Widson Ovando | FAPEMAT

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Na atenção básica, a eficiência poderia ser elevada em até 14,1% com o ajuste da escala de prestação de serviços de saúde - Foto por: Secom/MT

Na atenção básica, a eficiência poderia ser elevada em até 14,1% com o ajuste da escala de prestação de serviços de saúde

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Pesquisa desenvolvida pelo Dr. Lindomar Pegorini Daniel, professor da área de Economia Aplicada da Universidade do Estado de Mato Grosso UNEMAT - Campus de Sinop, intitulada “Eficiência na oferta de serviços públicos de saúde”, fez um levantamento sobre a eficiência na cobertura da Atenção Básica de Saúde nos municípios do estado de Mato Grosso.

De acordo com o pesquisador a pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covis-19), ressaltou o importante papel exercido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, evidenciando as dificuldades enfrentadas para o custeio do sistema pelos municípios. “Nesse sentido, torna-se essencial o incentivo à eficiência na gestão da oferta de serviços públicos”, o principal objetivo da pesquisa é mostrar que é possível implantar métodos que orientem os gestores a tomar decisões que levem ao aumento da eficiência na prestação de serviços de saúde a população, mesmo sendo esse, um setor bastante complexo.

Comparando variáveis de gastos com saúde e atendimentos nos municípios, foi possível identificar aqueles que são referência na gestão em saúde, ou seja, são os que possuem as melhores práticas. Os resultados sugerem que adotando as melhores práticas de atendimento, com volume de serviços mediante a menor utilização de recursos, seria possível elevar a oferta de serviços de atenção básica em saúde em até 28,7% sem elevar os gastos. Na Atenção Básica foram analisados 128 municípios, 31 com alta eficiência, 34 com média, 48 com baixa e 15 deficientes.

Os municípios com alto nível de eficiência técnica e nível de operação com retornos constantes são aqueles que apresentaram melhor conversão de insumos em produtos. Esses municípios apresentam em média despesa com atenção básica por habitante 16,4%, menor que os demais, mesmo assim produzem cerca de 108,4% mais procedimentos ambulatoriais por habitante, 63,0% mais consultas, 35,4% mais serviços especializados , 117,4% mais exames e, 57,7% mais visitas domiciliares de médico 57,7% que os demais municípios.

Os resultados também mostraram que é possível elevar a eficiência nos gastos com o ajuste da escala de operação dos municípios. Na atenção básica, a eficiência poderia ser elevada em até 14,1% com o ajuste da escala de prestação de serviços de saúde

Em relação a eficiência de escala, 37 municípios apresentam menores problemas na utilização dos insumos, porém os demais 91 (71,1% da amostra) trabalham com escassez de serviços, ou seja, há possibilidades de aumentar o volume de serviços sem a necessidade de aumentar os recursos de insumos. Em síntese, os 128 analisados podem ser assim distribuídos: 24,2% não apresentam nenhum problema, 4,7% apresentam somente problemas de escala incorreta de operação e 71,1% apresentam problemas tanto de escassez de oferta de serviços de atenção básica quanto a escala.

A pesquisa foi fomentada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que numa série de matérias irá mostrar os levantamentos estatísticos que foram realizados em 141 municípios do estado focando os atendimentos no setor da saúde, na atenção básica, média e alta complexidade.





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