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Repórter News - reporternews.com.br
Cidades/Geral
Sábado - 24 de Outubro de 2020 às 07:51
Por: Fabiana Mendes/Olhar Direto

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Os supermercados de Cuiabá estão relatando a falta de cervejas desde o último final de semana. Entre os produtos estão a long neck da Heineken e latas de diversas marcas, tendo em vista que o alumínio está em falta. As informações são da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat).


Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), 18% da população brasileira relatou aumento o uso de bebidas alcoólicas durante o isolamento.

O jornalista Wesley Santiago relatou dificuldades para encontrar algumas marcas de cerveja logo no começo da pandemia e depois da informação de Lei Seca em cidades no interior de Mato Grosso.

“As lives, principalmente de sertanejo, depois dos outros segmentos, fizeram o pessoal continuar bebendo bastante. Tinha live praticamente todo dia. Hoje deu uma diminuída, mas flexibilizou as medidas de biossegurança e as pessoas começaram a sair, fazer mais churrasco. Talvez por isso que esteja vendendo bastante”, conta.

Ainda de acordo com a pesquisa, o aumento no consumo de bebidas pode estar associado a pandemia do coronavírus e a frequência de se sentir triste ou deprimido. Sem encontrar amigos e familiares por seis meses, Amanda* e o marido tinham a bebida alcoólica como uma das poucas formas de diversão no período de isolamento social.

“A gente sempre tentava criar uma coisa legal, como ver um filme tomando um vinho, ou ouvir uma música. A [bebida] substituiu nossas atividades que tínhamos fora de casa, quando era possível sair com os amigos ou visitar alguém. Quando acabou o home office e o trabalho em meio período isso foi naturalmente diminuindo”, diz.

“A gente não bebe cerveja, mas aumentamos muito o consumo de vinho. Começamos a beber de quinta a domingo, dividindo uma garrafa por dia. Em algumas ocasiões tomamos também drinks com cachaça, pisco e gin, mas o principal foi vinho mesmo. Encontrei algumas promoções que vendiam dez garrafas por R$300, então ficava bem mais barato do que comprar no supermercado. Mas, somente uma ou duas vezes senti que passamos do ponto, a ponto de ficar bêbada e ter ressaca”, lembra.

*Nome fictício





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