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Saúde
Terça - 06 de Abril de 2021 às 16:33
Por: Maria Laura Saraiva/Forbes

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DavidMalan_GettyImages

Não está fácil manter a concentração no trabalho em tempos de home office. Além das distrações normais – mensagens no celular, notificações das redes sociais e barulhos dos mais variados ao redor -, boa parte da população está preocupada com a continuidade de seus empregos e políticas salariais.

A boa notícia é que não é preciso apelar para tratamentos caríssimos ou medicamentos de ponta para melhorar o foco, recuperar a concentração e reverter danos. Segundo a nutricionista Luna Azevedo, especializada em alimentação plant-based, a solução está mais perto do que imaginamos: mais especificamente dentro do prato. De acordo com ela, um corpo bem nutrido terá um funcionamento pleno, o que possibilitará uma disposição melhor para os compromissos do dia a dia, diminuindo a sensação de fadiga e potencializando o sistema imunológico.

Além disso, os alimentos e a mente possuem uma relação direta que a ciência explica pela conexão entre um nervo que une o cérebro ao intestino. “Nosso organismo opera em total sinergia, portanto, quando nos alimentamos bem e temos um estilo de vida saudável, o corpo apresenta um bom funcionamento. Um exemplo muito importante dessa sinergia é a ligação direta, através do nervo vago, entre o cérebro e o intestino, o que significa dizer que quando nosso intestino não está bem, as chances de desenvolvermos sintomas cognitivos, de ansiedade e depressão, entre outros, aumentam. A mucosa intestinal produz neurotransmissores cerebrais e é responsável pela absorção de vitaminas, minerais e demais nutrientes, então manter uma microbiota e um intestino saudável é essencial para o bom funcionamento cerebral”, explica Luna. E é exatamente por isso que muitos especialistas chamam o intestino de segundo cérebro.

De acordo com a nutricionista, o efeito inverso também pode acontecer caso os alimentos escolhidos sejam associados à diminuição da atividade cerebral, como é o caso do álcool e do açúcar. Os energéticos também são considerados vilões já que, no longo prazo, acabam provocando o resultado contrário do esperado. “Eles mantêm o estado de alerta temporariamente, porém, quando o efeito da bebida passa, aumenta a sensação de cansaço, provocando sintomas de estufamento, perda de concentração, taquicardia, irritação, cansaço e sonolência”, afirma a especialista.

Veja, na galeria de imagens a seguir, 10 substâncias presentes nos alimentos que ajudam a melhorar a concentração, segundo a nutricionista Luna Azevedo:

  • Mariano Sayno/Getty Images
  • Jonathan Knowles/Getty Images
  • Junaid Rashid/Getty Images
  • Edelweiss Spykerman/Getty Images
  • Elizabeth Fernandez/Getty Images
  • Westend61/Getty Images
  • Westend61/Getty Images
  • Michel Meijer/Getty Images
  • Westend61/Getty Images
  • Anna Efetova/Getty Images
  • Mariano Sayno/Getty Images
  • Jonathan Knowles/Getty Images

1 – Cafeína

A cafeína presente no café, chá verde e no chá mate atua como um estimulante do sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e a atenção. Uma dose entre 200 mg e 400 mg (de duas a quatro xícaras) já é suficiente para notar melhorias no foco e na concentração. Algumas pessoas, no entanto, têm um perfil genético de metabolizadoras lentas de cafeína e devem tomar cuidado com possíveis efeitos colaterais como taquicardia, dificuldade para dormir e aumento de ansiedade.





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