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Meio Ambiente
Quinta - 29 de Julho de 2021 às 19:49
Por: Por Alexia Schumacher, Centro América FM

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Baía do Malheiros, em Cáceres — Foto: Prefeitura de Cáceres
Baía do Malheiros, em Cáceres — Foto: Prefeitura de Cáceres

A Câmara de Cáceres, a 217 km de Cuiabá, realizou uma audiência pública nesta quinta-feira (29) para discutir ações para resgatar a Baía dos Malheiros.

A audiência foi convocada pelo vice-presidente da Câmara, vereador Isaías Bezerra, devido à possibilidade de a Baía, um dos mais simbólicos cartões-postais da cidade, ser perdida por conta das condições ambientais críticas.

O intuito é encontrar soluções que diminuam esses impactos e possibilitem o fluxo de água durante o período de estiagem.

Uma das propostas apresentadas seria a captação de água através de drenagem.

Conforme o engenheiro Adilson Reis, é necessário traçar uma relação de causa e efeito, partindo de 1781.

“Isso é muito importante para saber o que é natural, o comportamento de seus afluentes e o que se acumulou ao longo dos anos, por conta da ocupação humana nas bordas desse rio. Traçamos esse paralelo, afunilando no problema focado nessa audiência, sobre a Baía do Malheiros, que é receptora de vários afluentes oriundos da rede de esgoto. Pela falta da entrada de água na entrada do antigo leito do Rio Paraguai, que é a própria Baía de Malheiros, e buscamos uma solução viável para isso”, disse.

Para Marcelo Rezende, Analista em Infraestrutura de Transportes do Dnit, o governo federal tem interesse em ajudar a recuperar a baía.

“O Dnit faz parte de toda a logística do Rio Paraguai, que hoje é estadual. Desde Corumbá, até a ponte de Marechal Rondon. Esse contrato visa recuperar os ativos da hidrovia do Rio Paraguai. Vem até a ponte porque, para o governo federal, da ponte para baixo começa nosso contrato. De toda forma, já sabendo que teríamos talvez essa solução, quais as possibilidades de entrar também na Baía de Malheiros”, explicou.

Ainda segundo ele, a dragagem não é a melhor solução inicialmente.

“Eu recomendaria todos os estudos ambientais, sociais, necessários para que se chegasse com convicção a um resultado coerente. Aí sim entra o Dnit como executor da obra de dragagem. O governo federal tem interesse sim de ajudar”.

A pesquisadora da Unemat, bióloga Solange Ikeda, um exemplo que não deve ser seguido é o Rio Jauru, que tem 5 PCHs e uma hidrelétrica.

“As comunidades não sentem, mas quem é ribeirinho e que vive à margem daquele rio, sofre. E eles têm colocado em todos os grupos da nossa região o quanto o rio está seco, o quanto aquela comunidade está sofrendo. E, do mesmo jeito, que estamos fazendo em Cáceres”.

O biólogo da Unemat, Ernandes Sobrera, alerta sobre os riscos do imediatismo.

“Em relação aos riscos, acho que a gente tem exemplos que foram dados em relação ao imediatismo. Porque a gente tem que tentar não ser herói daquela catástrofe que está acometendo nossa região. Temos um período extremo de seca. Nós falamos inúmeras vezes sobre a seca no Pantanal. Existem estudos dizendo que isso iria acontecer. Não somos contra intervenções, mas devemos ser cautelosos”, disse.





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