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Quarta - 04 de Julho de 2012 às 13:12
Por: Marcos Coutinho/Renê Dióz

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Pelo menos cinco nomes já são mencionados nos corredores do Ministério Público Estadual (MPE) para disputarem a sucessão de Marcelo Ferra no cargo de procurador-geral de Justiça. Três procuradores e dois promotores de Justiça estão no páreo, mas, dos cinco postulantes, apenas um representa o anseio por continuidade da situação – o que promete acirrar o pleito em dezembro de maneira inédita.

Na linha de Marcelo Ferra, o nome até o momento mais indicado pelo grupo situacionista não é uma novidade nas eleições do MPE. Atualmente comandando o Grupo de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), o procurador Paulo Prado já ocupou o cargo de procurador-geral por duas vezes. Ele já foi abordado para falar de sua candidatura articulada nos bastidores, mas não chegou a admitir a possibilidade.

Nos grupos de oposição, quatro nomes se apresentam. Se por um lado a quantidade de postulantes sugere insatisfação dentro do MPE quanto à atual gestão, por outro lado evidencia falta de coesão dentro dos oposicionistas, fator com potencial para frustrar as expectativas por mudança no comando do órgão. As inscrições das candidaturas devem ser feitas até setembro.

Um dos nomes é do promotor Roberto Turin, ex-oficial de Justiça que galgou ao atual posto por meio de concurso público. Considerado um dos mais atuantes do MPE na Promotoria da Defesa do Patrimônio Público, em fevereiro Turin se mostrou satisfeito em ser cotado para a procuradoria-geral, cargo para o qual já se candidatou na última eleição contra Marcelo Ferra.

Outro candidato é o procurador Edmilson Pereira, mas ele já fez questão de adiantar que só se lança à disputa se sentir que esta é uma possibilidade concreta e apoiada pelos colegas. Pereira é cotado pela vasta experiência dentro do MPE, onde já atuou por quatro anos como corregedor-geral.

Por sua vez, o procurador Luiz Alberto Esteves Scaloppe, o qual tem atuado na procuradoria de defesa ambiental e ordem urbanística, ainda nem fala a respeito de eleição no MPE, mas seu nome é cotado nos bastidores da oposição.

Também mencionado no burburinho da sucessão é o do promotor Vinicius Gahyva. Nesta terça-feira (03), ele confirmou ao Olhar Direto a possibilidade de concorrer.

Além do número de possíveis nomes para a disputa, a eleição interna do MPE este ano tem potencial para ser emblemática devido à tensão gerada pela votação do Conselho Superior que decidiu manter o processo de investigação à eventual participação do senador Blairo Maggi (PR) no escândalo dos maquinários. O caso consistiu no desvio de R$ 44 milhões dos cofres públicos por meio do processo estadual de licitação para adquirir 705 máquinas no âmbito do programa MT 100% Equipado.






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