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Economia
Quarta - 04 de Janeiro de 2012 às 07:40

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A combinação de dados econômicos internacionais animadores com um repique das ações ligadas a petróleo levou o principal índice da Bovespa a atingir o maior nível em quatro semanas nesta terça-feira.

O Ibovespa subiu 2,48%, aos 59.264 pontos, nível de fechamento que não atingia desde 5 de dezembro, quando ficou em 59.536. O giro financeiro da sessão foi de R$ 6,39 bilhões.

"Pegamos carona nos dados de Alemanha, China e Estados Unidos", resumiu Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da Renascença DTVM.

Na Alemanha, a taxa de desemprego caiu mais que o esperado em dezembro, para o menor nível desde 1991. Na China, um índice do setor de serviços recuperou-se fortemente dezembro.

Mais tarde, os EUA ainda informaram que sua atividade manufatureira em dezembro cresceu no ritmo mais rápido em seis meses.

Os investidores deixaram parte do conservadorismo de lado e voltaram a assumir riscos. Como resultado, papéis que estavam bastante "amassados" tiveram forte recuperação, enquanto as ações defensivas ficaram para trás.

Construtoras e empresas ligadas a commodities foram as líderes de ganhos. No caso das petroleiras, a explicação foi o saldo de quase 4% nas cotações do barril do petróleo, em meio a crescentes tensões geopolíticas envolvendo o Irã, um dos maiores produtores do óleo no mundo.

O papel preferencial da Petrobras avançou 4,1%, a R$ 22,41, enquanto OGX teve valorização de 1,38%, a R$ 13,94.

EXPORTADORES

Mas os dados da China também levantaram as ações de grandes exportadores brasileiros que têm aquele mercado como um dos principais destinos e que vinham sendo penalizadas pelo temor de desaceleração chinesa.

CSN disparou 5,16%, a R$ 15,89. O papel preferencial da Vale ganhou 4,04%, cotado a R$ 40,47.

Entre as companhias ligadas ao mercado doméstico, brilharam as do setor imobiliário. Brookfield deu um salto de 6,36%, a R$ 5,69. Cyrela cresceu 4,94%, a R$ 16,15, seguida por Gafisa, com incremento de 4,02%, a R$ 4,66.






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