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Policia MT
Terça - 08 de Novembro de 2011 às 07:52
Por: DAFNE SPOLTI

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Ilustração
O “amarelinho” João Batista Andrade, principal suspeito de ter assassinado a namorada Silvânia Valente, 37 anos, alegou à Polícia Civil que estava sob efeito de álcool e drogas e que não se lembrava de ter cometido o crime. Porém, disse que saiu de sua casa com a sensação de ter feito algo errado.

Ontem, ele foi até a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, para se apresentar junto ao advogado.

João Batista contou ter estado com Silvânia só na tarde do dia em que ela foi espancada, de quarta para quinta-feira da semana passada. Explicou que a namorada chegou a sua casa por volta de 17h30. A partir desse momento, disse que não se lembra de nada.

De acordo com alguns vizinhos, ocorreu uma discussão na casa de João e, após o cessar do barulho da confusão, ouviu-se apenas o som de um carro saindo.

O “amarelinho” contou à DHPP que, ao sair de sua casa no Jardim Santa Amália, onde foi encontrada Silvânia quase sem vida, ele se dirigiu para a casa da mãe, em Tangará da Serra. Mas, ao errar o caminho, acabou entrando na rodovia que leva à Rondonópolis.

João afirmou também, em seu depoimento, que teria telefonado para o filho mais velho de Silvânia, questionando se ela estava bem, e para o advogado, que informou, no dia seguinte, sobre a morte dela.

O delegado que cuida do caso, Antônio Garcia, explicou que após a apresentação à Polícia João Batista foi indiciado.

Ele irá responder ao inquérito em liberdade. Apenas no caso de fugir ou não colaborar com as investigações de alguma forma ele poderá ser preso.

Ontem à tarde, profissionais do setor de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram à casa do “amarelinho”. Existe a possibilidade de terem sido utilizados para o crime um martelo e uma picareta, porque esses dois objetos foram encontrados com resquício de algum material que pode ser sangue. Na escada da casa também tinha vestígios de sangue. Silvânia pode ter sido arrastada por ali pelo assassino.

No bairro Santa Amália, onde é a residência de João Batista, um rapaz disse que ninguém imaginou que o homem pudesse ter cometido o crime de que é suspeito. Ele informou que todos na região conheciam João e que ele nunca foi uma pessoa de arrumar encrenca. Ao contrário do que ele contou, porém, a família de Silvânia não tinha uma boa relação com o “amarelinho”.

O pai de Silvânia, Pedro Valente, de 58 anos, disse que a família aconselhou Silvânia a não se relacionar com João porque ele seria usuário de drogas, bebia e, por causa disso, poderia fazer algum mal contra ela.




Fonte: Do DC

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