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Quinta - 13 de Outubro de 2011 às 19:03
Por: Pollyana Araújo

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compositor (Foto: Pedro Miguel Pereira)
Cantor e compositor ficou com deficiência ao sofrer
acidente quando consertava antena parabólica.
(Foto: Pedro Miguel Pereira/Arquivo pessoal)



A perda de parte dos dois braços não atrapalhou os sonhos do cantor e compositor José Aguiar, 42 anos, que há 14 anos sofreu um acidente ao consertar uma antena. Ele se orgulha ao contar que cerca de 50 músicas de sua autoria já foram gravadas por artistas regionais e avalia que depois do acidente passou a compor melhor do que antes. "Se Deus me deu esse dom, então vou compor cada dia melhor", disse o compositor ao G1.

Hoje, o artista, que além de compor também canta, pretende gravar um CD e, com o dinheiro arrecadado com as vendas, adquirir duas próteses que permitam a articulação dos cinco dedos individualmente. Cada uma delas custa em média R$ 100 mil. José Aguiar contou que já começou a gravar as músicas em um estúdio de Cáceres e a expectativa é de que o álbum, custeado com dinheiro próprio, seja lançado em três meses. As 13 canções do CD serão inéditas, segundo ele.

Fã de cantores sertanejos como Zezé Di Camargo e Luciano, Leonardo, Daniel, entre outros, o cacerense revela que sempre está inspirado a compor e, mesmo sem as mãos, chega a escrever uma música em meia hora. "Normalmente, escrevo durante a noite e de madrugada. Quando estou mais tranquilo, a inspiração surge mais rapidamente", frisou, ao ponderar que apesar de gostar de sertanejo também compõe outros ritmos, como o guarânia, que surgiu no Paraguai.

José perdeu as mãos e parte do antebraço quando morava em Cuiabá. Ele trabalhava em uma lanchonete e à noite tocava violão em alguns bares. A carreira musical, no entanto, foi interrompida por um período depois que teve os membros queimados após uma descarga elétrica quando estava arrumando uma antena na casa de um irmão. Depois disso, decidiu voltar para Cáceres, onde os pais residem.

O compositor explicou que ficou deprimido e, por quase três anos após o acidente, ocorrido em 1997, não queria mais sair de casa. Porém, contou que conseguiu superar as dificuldades e o medo de sofrer preconceito com o apoio que recebeu da família e, principalmente, da mulher, Cláudia Patrícia Rodrigues de Oliveira. Ele lembra que enfrentou muito sacríficio, mas hoje se sente feliz em poder exercer um talento que explora desde em que era criança. Atualmente, o dinheiro que recebe com direitos autorais complementa a renda familiar do músico.





Fonte: Do G1 MT

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