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Politica MT
Segunda - 04 de Julho de 2011 às 18:07
Por: ALEXANDRE APRÁ

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Agência Senado

O senador Mario Couto (PSDB-PA) afirmou, em entrevista exclusiva ao MidiaNews, que vai defender a abertura de um inquérito policial criminal contra o diretor-geral do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transporte), Luiz Antônio Pagot, afastado do cargo no último sábado (02) .

Pagot e mais três executivos do Ministério dos Transportes foram suspensos de suas funções pela presidenta Dilma Rousseff (PT), depois de uma denúncia publicada neste fim de semana pela revista Veja. A denúncia narra a existência de um esquema de propina instalado no DNIT, onde o Partido da República (PR) cobraria de 4% a 5% do valor das obras das empreiteiras em troca de facilidade para vencer licitações.

"O Senado tem que cobrar primeiro o que ele levou do Senado: meio milhão de reais. Depois, o que ele levou da nação brasileira. Depois, cobrar a punição contra ele e os envolvidos. E isso eu vou fazer com afinco assim que voltar do recesso. Em agosto, vou entrar forte em cima disso", disse Couto.

Enfático, ele continuou: "Eu vou querer saber o que é que vão fazer com o Pagot. O Pagot não merece processo cível. Ele merece processo penal. Nada de improbidade. Tem que ser processo penal, responder por crime jurídico, não por crime administrativo. Improbidade e nada são a mesma coisa. Eu quero um processo criminal. Isso eu vou cobrar", insistiu Couto.

O senador paranse é conhecido por ser um crítico voraz da indicação e da gestão de Pagot frente ao órgão federal. O tucano, inclusive, por diversas vezes, já chamou o republicano de "ladrão" e "patife" em discursos feitos na tribuna do Senado.

Agora, o parlamentar se diz "orgulhoso" de ter alertado o País sobre os desmandos e desvios ocorridos no Dnit.

No bolso

De modo contundente, Mario Couto garantiu não ter dúvidas de que o dinheiro desviado da construção, reforma e manutenção das rodovias brasileiras foram parar "no bolso de Pagot e de seus comparsas".

"Eu vou cobrar em nome da nação, em nome do povo. Cadê as estradas? Cadê as estradas do norte? As estradas do sul? As estradas do centro-oeste? As estradas do sul? Nada! Com exceção das terceirizadas, todas as outras estão esburacadas. Pra onde foi esse dinheiro? Para o bolso do Pagot e dos seus comparsas. Isso que dói na alma. Estamos numa nação pobre e querem enganar dizendo que não existe miséria. Mas tem muita miséria. Isso é o que dói", afirmou Couto ao MidiaNews.

Na avaliação dele, o afastamento de Pagot já deveria ter acontecido há muito tempo, desde quando as primeiras denúncias surgiram. "Isso já deveria ter acontecido há muito tempo. Desde quando eu denunciei que ele levou mais de meio milhão do Senado", cobrou o parlamentar.

Em 2005, Pagot foi acusado de ter sido funcionário fantasma do Senado, pelo gabinete do então senador Jonas Pinheiro (DEM-MT), falecido em 2006. Ao mesmo tempo que era funcionário do Legislativo Federal, ele exercia o cargo de diretor de uma das empresas do Grupo Amaggi. O fato foi denunciado, à época, por representantes da oposição e pelo Ministério Público Federal.

Além disso, segundo o tucano, todas as denúncias que foram feitas por ele contra Pagot na tribuna do Senado foram amparadas por documentos e provas consistentes oriundas dos órgãos de controle e fiscalização.

"Eu denunciei que relatórios do Tribunal de Contas da União mostravam que 99,9% dos processos licitatórios já tinham uma finalidade: eram superfaturados. Isso está em todos os relatórios do TCU. O jornal O Globo fez um levantamento desses relatórios e observou que 90% eram obras irregulares: todas feitas pelo Dnit, na gestão do Pagot", argumentou o senador do PSDB.






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