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Policia MT
Segunda - 13 de Junho de 2011 às 17:29
Por: KATIANA PEREIRA

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Reprodução/Arquivo Pessoal
Alzamira Alves, mãe de Gilson Alves, teve traumatismo craniano ao bater a cabeça depois de uma queda
Alzamira Alves, mãe de Gilson Alves, teve traumatismo craniano ao bater a cabeça depois de uma queda

A servidora pública Alzamira Alves, de 61 anos, está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Matheus, em Cuiabá. A internação dela é mais um reflexo da ação desastrosa da Policia Civil que assassinou o filho da aposentada, o vendedor Gilson Alves, no mês passado.

Familiares informaram ao MidiaNews que desde a morte de Gilson, no dia 23 de maio, dona Alzamira não estava se alimentando direito. "Desde que meu irmão morreu ela não tem comido direito. Estava sempre muito triste e deprimida, falamos que ela tinha que se cuidar, que fortalecer o corpo. Ela dizia que a dor era tão grande que não conseguia comer nada", revelou Paulo Anunciação Alves, irmão de Gilson.

Alzamira foi internada devido a um traumatismo craniano. Ela caiu no banheiro da casa onde mora na cidade de Cáceres (225 quilômetros a Oeste de Cuiabá) e bateu a cabeça, formando um coágulo. Devido ao seu grave estado de saúde ela teve que ser transferida para um hospital que oferece mais recursos.

Assim que chegou ao hospital São Matheus, a paciente teve que passar por uma cirurgia que removeu uma parte do crânio para que o coágulo fosse retirado. A mãe de Gilson deverá fazer outra cirurgia dentro dos próximos dias. A equipe médica disse aos familiares que dona Alzamira corre risco de morte.

"A perda do Gilson abalou toda a família. Não temos mais paz, estamos com o coração na mão. Minha mãe ficou muito fraca com a morte dele. Ela sempre amou todos os filhos, mas sabíamos que ela tinha uma preferência por ele. É tudo muito difícil, a família perdeu a estabilidade", desabafou Paulo Anunciação.

Relembre o caso

De acordo com a versão dos populares que presenciaram o fato, os policiais Edson Leite e Maksuel José da Silva chegaram ao posto de gasolina 2006, na Rodovia dos Imigrantes, e deixaram o veículo Golf, de cor preta, nas proximidades do restaurante.

Ao perceber a presença da vítima, os dois policiais rondaram o restaurante e efetuaram um disparo para o alto. O carro seria de propriedade do policial civil João Caveira, que teria acompanhado toda a operação.

Assustado, Gilson da Silva correu em direção ao matagal e foi atingido com três tiros na costa, dois na cabeça e um na perna. "Ele não tinha arma alguma. O que aconteceu foi uma covardia. Os policiais colocaram a arma na mão dele, para montar uma farsa", relatou uma testemunha, que, por motivo de segurança, não pode ter o nome revelado.

Conforme a versão das testemunhas, após assassinar o vendedor, os policiais civis Edson Leite e João Caveira partiram com o veículo Golf em alta velocidade.

Ao chegar na avenida Filinto Muller, João Caveira, que dirigia o veículo, não teria percebido uma lombada no meio do caminho e perdeu o controle, se chocando com o muro de uma residência. Ambos não resistiram aos efeitos da batida e morreram na hora.

Gilson da Silva foi proprietário do restaurante localizado no Posto 2006 e teria arrendado o estabelecimento para uma família há dois meses. Ele vendia sanduíches para eventos. Gilson era casado e deixou esposa e três filhos. O filho mais velho de Gilson, de outro relacionamento, tem 15 anos e é deficiente físico.






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