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Domingo - 29 de Maio de 2011 às 08:34

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O jornal inglês "The Telegraph" publicou em seu site, na noite de ontem, detalhes do dossiê que deu origem à investigação do Comitê de Ética da Fifa envolvendo Mohamed bin Hammam e Jack Warner, membros do Comitê Executivo da entidade.

Segundo o periódico inglês, Jack Warner agendou uma reunião com a União de Futebol do Caribe (CFU) em Trinidad e Tobago no início deste mês, em que Bin Hammam apresentou a 25 oficiais da entidade suas propostas na campanha presidencial da Fifa.

Após a reunião, Bin Hammam teria se encontrado com os oficiais em particular e entregado a cada um deles envelopes com 40 mil dólares (cerca de R$ 64 mil) para que votassem nele nas eleições desta quarta-feira.

Sete oficiais teriam informado aos investigadores que o dinheiro seria um "presente", apesar de terem sido instruídos a "não contar a ninguém sobre o dinheiro, não discutir sobre o dinheiro com os outros e não mostrar a ninguém o dinheiro".

Quatro oficiais da CFU teriam recusado o dinheiro e denunciado o encontro a Chuck Blazer, um dos representantes da Concacaf no Comitê Executivo da Fifa, que teria envolvido o promotor americado John P. Collins no caso, iniciando uma investigação.

O dossiê informa ainda que Blatter sabia do encontro e dos pagamentos feitos aos membros da CFU e que não teria feito objeções.

Na última quarta-feira, o Comitê de Ética da Fifa iniciou uma investigação sobre Bin Hammam e Warner, baseada nas denúncias feitas por Blazer. Depois de classificar a abertura do processo como "uma manobra eleitoral" de Blatter, Bin Hammam decidiu denunciar o presidente da Fifa ao comitê, afirmando que o suíço sabia dos pagamentos. Blatter foi incluído na investigação dois dias depois.

Bim Hammam negou toda e qualquer acusação de suborno e disse que pagou apenas pela viagem, acomodação e "custos administrativos" dos membros da CFU para o encontro.

Neste sábado, bin Hammam anunciou sua retirada da corrida presidencial da Fifa.

O mais recente escândalo de corrupção na Fifa acontece a dias da eleição que deverá escolher o próximo presidente da entidade - que agora só conta com Blatter como candidato - e dias após o ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, Lorde Triesman, acusar quatro membros da Fifa de pedirem dinheiro ou presentes em troca de seus votos no pleito para escolher as sedes das Copas de 2018 e 2022.

A própria eleição que escolheu Rússia e Qatar como organizadores dos Mundiais de 2018 e 2022, respectivamente, já foi marcada por polêmicas denúncias de corrupção e contou com a suspensão de dois membros do Comitê Executivo da Fifa dias antes do pleito.






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