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MT Eleições 2014
Quarta - 05 de Maio de 2010 às 02:09
Por: Jean Campos

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Presidenciável Marina Silva (PV) lamentou ontem em Cuiabá a não aprovação do projeto de Zoneamento Socioeconômico
Presidenciável Marina Silva (PV) lamentou ontem em Cuiabá a não aprovação do projeto de Zoneamento Socioeconômico

A pré-candidata à presidência da República, Marina Silva (PV), reafirmou ontem que as Executivas do partido possuem autonomia para formar alianças nos estados, contudo, adiantou que a definição deverá passar pelo crivo da direção nacional. “A orientação geral é por candidatura própria. Se não tiver condições, o diálogo está aberto. Mas se detectarmos algo fora do padrão partidário, vamos cobrar posicionamento”, afirmou Marina, em entrevista coletiva concedida antes de participar de um encontro evangélico da Igreja Assembléia de Deus, em Cuiabá.

“Podem ficar tranqüilos que não usarei os púlpitos como palanque eleitoral”, ironizou a candidata. Ela voltou a criticar as políticas ambientais desenvolvidas no Estado, cobrando o cumprimento da legislação e a efetivação do programa MT Legal.

No dia 30 passado, o PV de Mato Grosso aprovou indicativo para composição com o movimento ‘Mato Grosso Muito Mais’, que tem como pré-candidato ao governo o empresário Mauro Mendes (PSB).

Embora ainda não considere essa a posição oficial do partido, visto que deverá passar pelas convenções, Marina não vê problemas no fato de o PV subir no mesmo palanque que aliados de seus adversários, os pré-candidatos à presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A proposta do movimento é cooptar o maior número de partidos com o argumento de que todos os candidatos à presidência terão espaço no palanque. Até o momento, confirmam participação no grupo o PSB, PDT e PPS, além do PV. “Seria o primeiro palanque ‘transpartidário’. Não vejo problema até porque minha candidatura é ‘transpartidária’”, avaliou a senadora.

Para Marina, o ex-governador Blairo Maggi (PR) alcançou feitos expressivos como a redução do índice de desmatamento do Estado em 70%, após a deflagração da Operação Curupira da Polícia Federal. “Infelizmente, no final de 2007, o governo passou a contrapor dados do Governo Federal abandonando a política adotada. Isso foi um retrocesso”, criticou.

Na mesma linha de crítica, ela lamentou a não aprovação, por parte da Assembleia Legislativa, do projeto de Zoneamento Socioeconômico. Um substitutivo integral apresentado por lideranças partidárias acabou sendo aprovado pelos deputados, gerando controvérsias. “Defendo o projeto do deputado Alexandre Cesar que foi feito com base em estudos, consultas e audiências públicas. Ele acabou substituído por outro elaborado em apenas três meses”, opinou Marina Silva. Conforme alegam ambientalistas e o Ministério Público Estadual e Federal, a proposta exclui 14 das 70 terras indígenas identificadas no projeto inicial, avança sobre áreas de floresta e áreas de necessidade de proteção aos recursos hídricos.

Ao avaliar o cenário político nacional, Marina Silva também lamentou a retirada da candidatura de Ciro Gomes à presidência, o que em sua avaliação, “prejudicou o processo democrático”.






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