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Cidades/Geral
Quinta - 08 de Abril de 2010 às 08:33
Por: Adilson Rosa

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Na linha de atuação das bases comunitárias de segurança, criadas na atual gestão de governo, Cuiabá deveria contar hoje com 20 unidades como essas, que concentram serviços das polícias Civil e Militar, além de outros de assistência à população. É nelas que a Segurança Pública aposta para, através da proximidade com a população inclusive nas questões sociais, minimizar a crescente violência na Capital.

Porém, atualmente, o município dispõe de 10 bases comunitárias. O secretário de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Gomes Curado Filho, disse presentear a cidade com mais seis até o final de 2010. Junto com o aporte de unidades, este ano a cidade volta a contar com os batalhões Ambiental e de Trânsito da Polícia Militar, dentre outras mudanças, como incremento de pessoal nas duas corporações policiais de Mato Grosso e mais viaturas, previstos até 2011.

Para o cientista político Loremberg Alves, somente ações isoladas não são suficientes para fazer Cuiabá despencar nos índices de criminalidade. “Eu gostaria muito de ter uma visão positiva dessas ações, mas, infelizmente, não resolverão o problema atual. É preciso mais do que isso”, observou.

Diógenes Curado lembrou que há três anos havia apenas 10 bases comunitárias e até o próximo ano serão 16, duas delas - Pedra 90 e Jardim Vitória - serão desmembradas para poder atender a toda a região. “Teremos três companhias da PM que serão transformadas em base, que tem uma ação integrada”, frisou. Para dinamizar as bases comunitárias, serão lotados entre 25 e 30 militares.

Curado acrescentou que além da própria PM, haverá um delegado de Polícia Civil para um pronto-atendimento e um policial para a confecção de boletins de ocorrência, representante da Politec para emissão de documentos e do Corpo de Bombeiros que farão ações sociais. Os delegados virão do chamado projeto “Pé na cova”, formado por aposentados que receberão uma polpuda gratificação para voltar à ativa.

O secretário admitiu que o número de bases comunitárias ainda não é o ideal. “Teríamos que dobrar, de 10 para 20, para atender com folga toda a Cuiabá, sem contar com Várzea Grande”, levantou. Curado disse defender a volta das Delegacias Especializadas, porque elas são referências nas investigações. “Essas referências não podem ser pulverizadas”. As Delegacias Especializadas de Delitos de Trânsito e Estelionato, Defraudações e Outras Fraudes ficarão para o futuro. A Delegacia de Repressão a Roubos será inaugurada em poucos dias e mais 60 policiais civis entrarão em atuação.






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