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Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Quarta - 15 de Outubro de 2008 às 11:12

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A 38ª edição do horário de verão - que começa no próximo domingo, 19 e dura 120 dias, até 15 de fevereiro do ano que vem - pode resultar na redução de 5,90% da demanda de energia no horário de ponta e em uma economia de 0,80% no consumo em Mato Grosso. Essa é a estimativa da Cemat, com base no comportamento atual do sistema e na edição anterior do horário de verão.

Os municípios mato-grossenses são abastecidos por energia proveniente de dois sistemas diferentes: o Sistema Interligado Nacional (SIN) e o sistema isolado (atendido por usinas termoelétricas a diesel). Como a maior parte do Estado já está incluída no SIN, é dele que vem a maior economia: pode chegar 16.402 MWh no consumo. Essa energia seria suficiente para abastecer um município como Chapada dos Guimarães por nove meses. Já no Sistema Isolado, a economia em energia pode chegar a 237 MWh - que abasteceria por dois meses uma cidade como Rondolândia. Além do consumo de energia, as usinas também devem deixar de queimar 71 mil litros de óleo diesel nos próximos quatro meses.

Mas a redução do consumo de energia não é o principal objetivo do horário de verão. De acordo com o diretor de Engenharia da Cemat, José Adriano Mendes, a principal meta é reduzir a demanda máxima do SIN no horário de ponta nacional - que vai das 17h30 às 20h30 no horário de Mato Grosso. "Isso é possível porque o adiantamento do horário brasileiro em uma hora permite que a carga referente à iluminação seja acionada mais tarde do que no horário normal", explica. Com isso, a entrada da iluminação deixa de coincidir com o consumo existente ao longo do dia do comércio e da indústria, cujo montante se reduz após as 18 horas.

A demanda máxima é medida no momento de maior consumo do sistema - e é ela que define quanta energia deve estar disponível para que suprir toda a necessidade. Isso acontece porque, mesmo que o consumo seja bem mais baixo em outros momentos do dia, é preciso garantir energia disponível para atender aos momentos de consumo máximo. Por essa razão é que a redução da demanda é mais significativa que a do consumo. Ela dá mais confiabilidade ao sistema no período e evita a necessidade de adiantar investimentos em geração e transmissão.

Outro benefício destacado por Adriano se refere à possibilidade de poupar a água dos reservatórios das hidrelétricas durante o verão, para ser utilizada depois, nos meses secos do inverno.

Ele destaca que o horário de verão representa um esforço conjunto das empresas e da população de todos os estados em prol de um resultado nacional. "Os resultados de cada região são importantes, mas não podem ser avaliados de forma isolada", lembra.

A redução da demanda na ponta em Mato Grosso, alcançando os 5,9% estimados, deve ficar um pouco acima da redução média nacional. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que adiantar os relógios em uma hora leva a uma redução nacional entre 4% e 5% na demanda de energia no horário de pico em todo o país. Isso resulta em redução média de 2GW nos subsistemas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O número é bastante significativo, pois equivale a quase duas vezes a demanda atual de Mato Grosso, que alcançou 1GW neste ano.





Fonte: 24 Horas News

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