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Politica Brasil
Quarta - 06 de Setembro de 2006 às 13:00

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O deputado Lino Rossi (PP-MT) não compareceu ao Conselho de Ética do Senado para prestar depoimento sobre o esquema dos sanguessugas. Lino Rossi enviou uma carta ao Conselho dizendo que não iria depor porque ainda está preparando sua defesa. Na carta, ele diz que recebeu um carro emprestado da família Vedoin e o repassou ao senador Magno Malta (PL-ES), com o compromisso de ser devolvido quando ele solicitasse. Rossi diz que ofereceu o carro a Malta porque os dois têm "os mesmos princípios religiosos" e com a condição de ser devolvido.

Com a recusa do deputado, os senadores Romeu Tuma (PFL-SP) e Demostenes Torres (PFL-GO) decidiram propor que Lino Rossi seja convocado pela CPI dos Sanguessugas, já que o Conselho de Ética só tem poder para convidar o depoente, que pode recusar. A CPI, no entanto, deu uma pausa nos trabalhos e só volta a se reunir no dia 4 de outubro, depois das eleições.

Na reunião desta quarta-feira, o Conselho pretende ouvir Marcelo Carvalho, ex-assessor do senador Ney Suassuna; a chefe da assessoria parlamentar do Ministério da Saúde, Marilane Cavalcanti de Albuquerque; a ex-assessora do ministério Maria da Penha Lino; Paulo Roberto Ribeiro, genro da senadora Serys Marly (PT-MT); e Ivo Spíndola, genro do empresário Darci Vedoin, um dos donos da Planam, empresa apontada como responsável pelo esquema. O presidente da CPI dos Sanguessugas, depuaado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), também prestará depoimento ao Conselho nos processos abertos contra Suassuna, Serys e Malta.





Fonte: RMT-Online

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