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Cidades/Geral
Sexta - 11 de Junho de 2004 às 17:11

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O que o setor madeireiro mais temia começou a acontecer em Sinop. Empresas começaram a fechar as portas e demitir funcionários. Agora pela manhã, o Sindusmad (Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte de Mato Grosso) começou a colocar faixas nas empresas que pararam as atividades e demitiram funcionários.

Embora em pequena quantidade, algumas empresas já fecharam as portas há algum tempo, mas agora a situação se agravou, pois as que ainda tinham estoque para trabalhar não estão mais em atividade.

Segundo o superintendente do sindicato Américo Pértile, hoje oito empresas pararam de trabalhar e mais de 500 famílias estão sem emprego. “O processo demissionário, como vínhamos dizendo, já começou e a prova está aqui nesta empresa, onde 136 funcionários foram demitidos”, disse ele ao citar como exemplo o fechamento de uma indústria no bairro São Cristóvão. “Isto está acontecendo devido à morosidade, à indefinição do próprio Ibama que não sabe o que está fazendo e acha que estamos fazendo pressão enquanto que esta é a realidade hoje do setor”, declarou.

Américo disse que o setor precisa de uma solução para o problema com a máxima urgência. “Queremos os planos de manejo liberados na ordem como já vinha sendo aprovado anteriormente. Ninguém está querendo mais do que nosso direito”, ressaltou. “Queremos continuar dando empregos”, completou.

O superintendente não descartou a possibilidade de num curto prazo de tempo mais empresas fecharem as portas disse que novas empresas devem fechar as portas e garantiu que na próxima semana outras três empresas devem parar de trabalhar e cerca de 600 funcionários devem ser demitidos. “Somente as grandes empresas ainda vão poder continuar trabalhando, mas com produção bastante reduzida”, garantiu.

Américo Pértile disse que há a necessidade de uma maior flexibilidade dentro do próprio Ibama onde, segundo ele, "há pessoas radicais, de difícil negociação o que trava ainda mais as coisas". Pértile disse também que a situação é a mesma nos municípios da região e teme que um caos possa se instalar no Nortão.

A situação pode se agravar ainda mais, pois conforme Pértile, cerca de 11 mil funcionários devem ficar sem emprego em todo o Estado. A previsão é que isso aconteça nos próximos 30 a 60 dias caso o governo não tome uma decisão para resolver o impasse provocado pela Medida Provisória que obriga averbação de reserva legal em projetos de manejo em 80%, inclusive, os protocolados antes da medida entrar em vigor. O Sindusmad vem desde o ano passado buscando uma solução para o problema já prevendo esta situação. Várias reuniões foram feitas e até hoje o impasse não foi resolvido.




Fonte: Só Noticias

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