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Polícia Brasil
Quinta - 20 de Maio de 2004 às 16:04
Por: José Ribamar Trindade

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O coronel Victor Hugo Metello, comandante geral da Polícia Militar não cita nomes, mas abre a entrevista exclusive afirmado “que o complô existe e que é antigo”. Metello confirma que essa prática, segundo ele abominável, está sendo investigada pelo Serviço de Inteligência (SI) da PM. Garante também, que pelo três pessoas já surgiram como suspeitas. Todas estão sendo investigadas e com os passos acompanhados, dia e noite.

Um dois investigados, segundo o coronel, é ex-funcionário civil da PM. Essa pessoa, segundo ainda o comandante, já trabalhou em um órgão de comunicação em Cuiabá, onde foi expulso após se envolver em golpes. O investigado pegava dinheiro e cheques de motoristas para retirar multas de trânsito junto ao Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), mas no final não retirava a multa porque não tinha competência, e ainda ficava com os valores arrecadados.

24 Horas News - Como funciona o complô e desde quanto ele existe?

Metello – Funciona como todos estão vendo ai com o surgimento desta carta anônima. Aliás carta anônima, só o nome já diz tudo. É coisa de covarde. Determinadas pessoas sabem que existiu um determinado fato no passado, como aconteceu com o meu filho, e tenta ligar uma coisa pessoal com a segurança de um Estado. Isso é um absurdo. Aliás, muitos comandantes já sofreram o que eu estou sofrendo. Só que a imprensa nunca deu muito espaço para esse tipo de denúncia.

24 Horas News - O senhor mandou mesmo perseguir o tenente Érick?

Metello – É claro que não. Nem ele nem ninguém. Quem me conhece sabe do meu perfil como policial militar e meu caráter como homem. O incidente entre o tenente Érick e meu filho existiu, mas eu fiz questão, desde o início de não me envolver. Aliás, o caso só foi parar na Corregedoria porque antes houve uma denúncia de que o militar teria agredido uma pessoa, que no caso ao meu filho. Se eu tivesse que persegui-lo o teria feito logo, pois antes de ser comandante geral da PM, também fui secretário-adjunto de Justiça e Segurança Pública. O poder nunca me subiu à cabeça, até porque venho de uma família, que sempre esteve lado a lado com a PM e com a comunidade.

24 Horas News – É verdade que esse tipo de complô surge, justamente contra os comandantes gerais da PM, através de grupos de oficiais, a maioria com fortes apadrinhamentos políticos.

Metello – Não sei se alguns oficiais têm fortes padrinhos políticos. Sei sim, que quase todos os comandantes gerais da PM já foram perseguidos através de cartas anônimas. Isso nunca foi dito, mas tem que acabar. Agora eu pergunto, qual seria o interesse de uma pessoa, ou de algumas pessoas mandarem uma carta anônima para a imprensa? Digo, o interesse é só um, desestabilizar o comandante geral, para que outro assuma.

24 Horas News – Existem investigações do SI para tentar localizar o X do problema?

Metello – Existe. Veja bem. Dias atrás, o caixa eletrônico do Banco do Brasil, instalado aqui dentro do Comando Geral apresentou um problema. Um soldado foi sacar dinheiro pela manhã, quando notou que a tampa de trás do caixa estava semi-aberta. O militar acionou os funcionários do banco, que imediatamente vieram e confirmaram que houve um erro de colação da tampa no momento de abastecer o caixa com dinheiro. Nada foi roubado. No dia seguinte, alguém ligou para a imprensa, afirmando que o caixa eletrônico de dentro do comando geral havia sido arrombado. Ora, isso é uma mentira e prova que existe alguns passando informações, no mínimo criminosas com interesse, apenas em jogar a imprensa e a comunidade contra o comandante geral.

24 Horas News – As investigações já chegaram a alguns suspeitos de estar fomentando o complô dentro da PM.

Metello – Como eu já disse, esse tipo de prática criminosa não é de hoje. Só que desta vez nós resolvemos investigar. Existem sim alguns nomes, mas que nós ainda vamos manter em sigilo para não prejudicar as investigações. Mas pode ter certeza, que se nós conseguirmos comprovar alguma coisa, vamos fazer questão de trazer a público tudo. Não quero atacar ninguém. Quero sim é a união de foças, pois a desunião não leva a nada e só prejudica a todos. Quero sim é paz e tranquilidade para trabalhar, pois a meta da PM sempre foi estar nas ruas, dia e noite combatendo todos os tipos de crimes em prol da camunidade.




Fonte: 24 Horas News

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