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Politica MT
Quarta - 30 de Julho de 2014 às 10:42

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Veja, acima, principais custos para manter deputados na AL. O valor anual divulgado é apenas o de 2013 porque nos demais houveram mudanças que provocam alterações ano a ano, mas o total, em 4 anos é de R$ 121,8 milhões. Todas as alterações nas leis foram levadas em consideração pelo Rdnews durante o cálculo

Cada deputado da Assembleia na legislatura 2011/2014 recebeu R$ 960 mil só em salário, mensalmente são R$ 20 mil bruto (R$ 14 mil líquido). O número é bem inferior ao que os postulantes à reeleição pretendem gastar durante a campanha eleitoral, cujos valores variam de R$ 1 milhão a R$ 4 milhões. Vale destacar que o único que tem patrimônio declarado o bastante para bancar o montante declarado é o deputado Zeca Viana (PDT), que aumentou sua renda em 1600% nesses 4 anos e tem mais de R$ 80 milhões na conta. Por isso, muitos contarão com o apoio de empresários, dos partidos e outras pessoas para pagar os gastos necessários a fim de conquistar um novo mandato.

Apesar dos parlamentares terem direito a receber outras benesses, em tese, eles só podem fazer poupança com os salários. O restante é usado apenas para pagar despesas relacionadas ao exercício da função, como gastos com combustível, contratações, viagens e materiais de escritório. Entre esses benefícios extras estão a verba indenizatória e a de gabinete. No caso de alguns membros da Mesa Diretora, os valores recebidos são maiores, chegando a três vezes mais do que os parlamentares têm direito.

Reprodução

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AL é presidida por Romoaldo Júnior

No que se refere a valores, no começo desta legislatura, a verba indenizatória era de R$ 15 mil por parlamentar. Em outubro de 2011, o montante pulou para R$ 20 mil e, em dezembro de 2012, para R$ 35 mil. Um aumento de 133%. À época, uma das justificativas era de que a verba de gabinete seria extinta e tudo seria pago por meio da indenizatória, prevista na lei 9.866/2012. Mas, na prática, isso não ocorreu. Assim, nesses quatro anos, os deputados gastaram até R$ 1,27 milhão, levada a variação dos valores em consideração.

Já em relação à verba de gabinete, os deputados recebem R$ 51 mil mensais para contratar até 35 funcionários. A presidência e a 1ª secretaria têm direito a admitir três vezes mais, ou seja, 105 pessoas, que custam até R$ 153 mil, todo mês. Já a 1ª e 2ª vice-presidência também têm cotas diferenciadas, mas numa escala menor. Têm direito a 10 empregados, com limite de gasto de R$ 17 mil, mas pode ter um gabinete a parte, o que permite ganhar outros R$ 51 mil. Dessa forma, neste quesito, só a presidência e a 1ª secretaria custaram, cada uma, em 4 anos, R$ 7,3 milhões. Já dos demais deputados R$ 2,4 milhões e as vices-presidência, com o gabinete a parte somado, R$ 3,2 milhões. Tudo isso previsto na lei 9.513/2011.

Os suplentes de deputado, quando em exercícios, têm direito a 5 funcionários, que são exonerados automaticamente com o fim da suplência. Entre os que legislaram e/ou ainda estão na Assembleia no lugar dos titulares, estão Márcio Pandolfi (PDT), Adalto de Freitas (Solidariedade), Deucimar Silva (PP) e Neldo Wericha (PR). Há alguns que se efetivaram e passaram a ter os mesmos direitos que os titulares: Ondanir Bortolini (PR), Emanuel Pinheiro (PR), Alexandre César (PT) e Pedro Satélite (PSD).

Em 4 anos

Levando em consideração todas as alterações, em 4 anos, cada deputado recebeu R$ 4,6 milhões, entre salário, verba indenizatória e de gabinete. Para os cargos de presidente e 1º secretário foram R$ 9,5 milhões, cada, e os vices R$ 5,4 milhões, cada. Somando os respectivos valores, os deputados custarão, até dezembro deste ano, R$ 121,8 milhões.





Fonte: RD News

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URL Fonte: https://reporternews.com.br/noticia/399782/visualizar/