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Sábado - 15 de Setembro de 2012 às 10:01
Por: Catarine Piccioni

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Ex-governador de Mato Grosso, o senador licenciado Blairo Maggi (PR) negou nesta semana ter costurado acordo para assegurar que o conteúdo do depoimento de Luiz Antonio Pagot (ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) -- prestado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, instalada no Congresso Nacional -- fosse pouco revelador. Contrariando expectativas, o depoimento não foi a "bomba prometida".

“Ainda isso? Isso já morreu. Eu não costurei acordo nenhum. Nem aqui (em Brasília) eu estava. Deixe isso pra lá. Eu só falo sobre águas agora”, disse Maggi, ao ser questionado pelo Olhar Direto. Pagot prestou depoimento à CPMI no último dia 28 e não expôs, por exemplo, informações sobre superfaturamento de obras.

Reportagem da revista Isto É citou que houve uma “negociação em torno do silêncio”, segundo o senador Pedro Simon (PMDB-RS). E, conforme a revista, o acordo foi costurado por Maggi às vésperas do depoimento. “A Isto É pode divulgar o que quiser!”, complementou Maggi.

“Não falo mais sobre isso e ponto! Querem esticar a conversa. Não vou abrir esse assunto de novo. Não falo mais sobre CPI, sobre Pagot. Acabou!”, disse Maggi, quando questionado se Pagot realmente declarou menos do que realmente sabe sobre irregularidades. 

Antes da convocação pela CPMI, Pagot dizia estar à disposição para apresentar informações sobre a atuação da construtora Delta e sobre suas relações promíscuas entre a empresa e agentes públicos. Ele chegou a declarar que houve utilização de verbas públicas em caixa dois de campanhas eleitorais.

Conforme a revista, antes da sessão, o próprio Maggi avisou a alguns parlamentares que Pagot não detonaria nenhuma bomba e evitaria criar fato político com novas informações sobre esquemas de financiamento de campanhas. No entanto, Pagot admitiu ter pedido às empresas (contratadas pelo Dnit) dinheiro para a campanha da atual presidente Dilma Rousseff.

Pagot chegou ao departamento em 2007 por indicação do então governador Blairo Maggi -- no governo de Maggi, comandou as pastas de Infraestrutura, Casa Civil e Educação. Acabou demitido por Dilma em meio ao escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes, em meados do ano passado. O Dnit era um dos principais focos de corrupção na pasta.






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