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Cidades/Geral
Sexta - 10 de Agosto de 2012 às 10:06
Por: ADILSON ROSA

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Calisângela de Moraes, de 36 anos, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça. Ela e o marido, Rogério Amorim, 38 anos, são acusados de participar do homicídio da Maiana Mariano, 16 anos. A vítima foi morta por asfixia e encontrada enterrada em uma cova rasa, em um local de difícil acesso no Coxipó do Ouro, no dia 29 de maio deste ano.

O advogado dela Waldir Rodrigues Caldas informou que a cliente deixou a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May na noite desta quarta-feira, por volta das 22h30. Segundo o advogado, a prisão foi relaxada porque o magistrado, que analisou a prisão, entendeu que não havia necessidade da acusada continuar com a prisão preventiva. “Minha cliente não participou do crime”, argumentou.

Os demais envolvidos, Rogério, Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre Nunes da Silva, continuam presos. A prisão deles foi solicitada pela delegada Anaíde Barros que concluiu o inquérito, no final de junho.

A delegada frisou que as investigações começaram a apontar Rogério como suspeito após a quebra do sigilo telefônico. A partir do cruzamento dos telefonemas, os policiais descobriram diversas ligações para o celular de Paulo. “Foi aí que as investigações chegaram até os autores e ao corpo”, assinalou a delegada.

Antes do esclarecimento do crime, Paulo ser ofereceu a Rogério para assumir o crime, mas como nada havia chegado à tona, ele não aceitou a proposta. “No dia em que foi preso, ele (Paulo), disse que Rogério foi quem planejou. No depoimento na Delegacia, mudou a versão e disse que Rogério não sabia de nada”, explicou à delegada.

A adolescente foi assassinada com um pano na boca no dia 23 de dezembro quando foi vista pela última vez. O crime ocorreu numa chácara no Três Barras e o corpo foi levado até uma região de difícil acesso nas proximidades da Ponte de Ferro.

O inquérito se transformou em processo criminal e no início de agosto houve a audiência única de instrução e julgamento onde os envolvidos mudaram as versões.

Paulo e Carlos Alexandre, réus confessos, disseram que mataram a menor porque ela os teria ameaçado, supostamente na tentativa de forçá-los a assaltar a empresa de pré-moldados do empresário.

A dupla disse que Maiana estava arquitetando um plano para roubar cerca de R$ 20 mil do empresário, além de uma caminhonete. Eles também disseram que um terceiro homem, suposto amante de Maiana, também iria participar do assalto.

Paulo Ferreira disse que plano de roubo era de Maiana e o dinheiro seria dividido igualmente entre Paulo e Carlos Alexandre. A adolescente ficaria com a caminhonete, que já teria destino certo. Ele disse que Maiana morreu porque teria havido discussão entre os dois e ele teria ficado com medo de ser prejudicado.




Fonte: DO DC

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