Mais de 3 mil obras estão paradas em MT; veja ranking dos municípios Rondonópolis e Cuiabá são as cidades com mais obras paradas.
Mato Grosso tem, atualmente, 3.028 obras paralisadas, no valor de R$ 7,4 bilhões, segundo os dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre elas, estão obras municipais e estaduais.
Os 30 municípios mato-grossense com o maior número de obras paradas são:
- Rondonópolis (269)
- Cuiabá (184)
- Várzea Grande (145)
- Barra do Garças (73)
- Sinop (65)
- Tangará da Serra (58)
- Barra do Bugres (57)
- Alto Araguaia (55)
- Pontes e Lacerda (55)
- Paranatinga (53)
- Cáceres (49)
- Aripuanã (48)
- Pedra Preta (47)
- Canarana (46)
- Primavera do Leste (46)
- Alto Paraguai (41)
- Jaciara (40)
- Sorriso (37)
- Lucas do Rio Verde (35)
- Alta Floresta (34)
- Alto Taquari (33)
- Campinápolis (33)
- Matupá (33)
- Comodoro (31)
- Sapezal (31)
- Guarantã do Norte (30)
- Cláudia (28)
- Juína (28)
- Campo Verde (27)
- Juscimeira (27)
Em todo o estado, 34% das obras são de infraestrutura e transporte. O segundo setor com maior número de obras paradas é o da Educação, com 24% dos casos.
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Creche está com obra parada em Peixoto de Azevedo — Foto: TCE
Um exemplo é a obra de uma creche no Residencial Celina Bezerra, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. A obra, que deve custar R$ 2,8 milhões, começou em 2020, mas já foi paralisada por rescisão contratual. A obra é municipal.
Já na esfera estadual, a Escola Estadual Luciene Cardoso de Oliveira, em Peixoto do Azevedo, teve o contrato assinado em 2017 para ter a obra iniciada.
No entanto, a escola, com a obra estimada em R$ 7 milhões, nunca ficou pronta. Ela foi paralisada em 2019 e em dezembro do ano passado, a Secretaria Estadual de Educação rescindiu o contrato com a empresa responsável.
Quase R$ 700 mil foram gastos para o início da obra paralisada.
Em terceiro lugar no ranking, estão as obras da Saúde, representando 12,7% dos casos.
Em seguida estão os seguintes setores:
- Esporte (4,2%)
- Administração Central (3,8%)
- Meio Ambiente, recursos hídricos e saneamento (3,8%)
- Urbanização e Habitação (3,7%)
- Turismo (2,3%)
- Ação Social (2,1%)
- Agricultura (1,9%)
- Assistência Social (1,7%)
- Cultura (1%)
- Segurança Pública (0,9%)

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