MT registra menor taxa de desemprego do país no 3º trimestre de 2025 Estado registrou 2,3% de desocupação entre julho e setembro, a menor taxa do país, e teve aumento na renda média dos trabalhadores.
Mato Grosso voltou a liderar o ranking nacional de emprego no terceiro trimestre de 2025. Entre julho e setembro, o estado registrou taxa de desocupação de 2,3%, a menor do Brasil, empatado com Santa Catarina. O resultado, divulgado pelo IBGE, reforça o cenário de mercado de trabalho aquecido e estável na região.
Segundo o levantamento, cerca de 48 mil pessoas estavam desocupadas no período, número que permaneceu praticamente estável em relação ao ano anterior.
MERCADO DE TRABALHO • PNAD CONTÍNUA
MT lidera ranking de menor desemprego do país
Taxa de desocupação no 3º trimestre de 2025, em comparação com a média do Brasil e os estados com menores e maiores índices.
MENORES TAXAS DO BRASILMATO GROSSO
2,3%
menor taxa de desocupação do país
SANTA CATARINA
2,3%
empate na liderança
MT X BRASIL
Brasil
5,6%
Mato Grosso
2,3%
MENORES TAXAS DE DESOCUPAÇÃO (%)
- 🥇 Mato Grosso2,3%
- 🥇 Santa Catarina2,3%
- 🥈 Rondônia2,6%
- 🥈 Espírito Santo2,6%
MAIORES TAXAS DE DESOCUPAÇÃO (%)
- Pernambuco10,0%
- Amapá8,7%
- Bahia8,5%
Fonte: IBGE – PNAD Contínua Trimestral, 3º trimestre de 2025 • Taxa de desocupação (%)
O desempenho mato-grossense contrasta com a média nacional. No mesmo trimestre, o Brasil registrou 5,6% de desocupação, mais que o dobro da taxa estadual. Logo atrás de Mato Grosso e Santa Catarina, aparecem Rondônia e Espírito Santo, ambos com 2,6%. Na outra ponta, Pernambuco lidera com a maior taxa do país, 10%, seguido por Amapá (8,7%) e Bahia (8,5%).
Na capital, o desemprego também recuou. Cuiabá encerrou o trimestre com 2,8% de desocupação, queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (3,6%). O índice é o segundo menor entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Porto Velho, que registrou 2,6%.
PNAD CONTÍNUA – IBGE
Ranking do desemprego no Brasil
Taxa de desocupação no 3º trimestre de 2025, por estado.
RANKING POR ESTADO – 3T 2025 (%)
- Pernambuco10,0%
- Amapá8,7%
- Bahia8,5%
- Distrito Federal8,0%
- Alagoas7,7%
- Sergipe7,7%
- Amazonas7,6%
- Piauí7,5%
- Rio Grande do Norte7,4%
- Acre7,4%
- Paraíba7,4%
- Pará6,5%
- Ceará6,3%
- Maranhão6,1%
- São Paulo5,2%
- Roraima4,7%
- Goiás4,5%
- Minas Gerais4,1%
- Rio Grande do Sul4,1%
- Paraná4,0%
- Mato Grosso do Sul2,9%
- Espírito Santo2,6%
- Rondônia2,6%
- Mato Grosso2,3%
- Santa Catarina2,3%
- Brasil5,6%
- Rio de Janeiro7,5%
- Tocantins3,8%
Fonte: IBGE – PNAD Contínua Trimestral (2T e 3T 2025)
A Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá também apresentou melhora, passando de 3,9% para 3,1% no trimestre.
Além do desemprego baixo, o rendimento do trabalhador subiu. Em Mato Grosso, a renda média real habitual chegou a R$ 3.751, aumento de 4,2% em relação ao trimestre anterior e de 2,2% em um ano.
Em Cuiabá, o rendimento alcançou R$ 4.121, também com alta trimestral de 4,2%, embora tenha recuado 6,2% na comparação com o mesmo período de 2024.
A pesquisa também mostra que Mato Grosso tem o maior nível de ocupação do país, com 67,1% das pessoas em idade de trabalhar efetivamente ocupadas. O número total de ocupados no estado chegou a 2,04 milhões de pessoas, sem variação significativa em relação ao ano anterior.
A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atingiu 35 mil pessoas, queda de 24,4% em relação ao terceiro trimestre de 2024.
O desalento quando a pessoa desiste de procurar emprego por acreditar que não encontrará vaga também diminuiu. O estado registrou 16 mil desalentados, redução de quase 30% em um ano.
O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada aumentou. No terceiro trimestre, eram 866 mil pessoas, alta de 2,1% em relação ao ano anterior. O emprego sem carteira, estimado em 232 mil pessoas, permaneceu estável.

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